Pagamento do funcionalismo público estadual e municipal, somado à alta de preços da carne bovina, dobrou o movimento de vendas nas peixarias nos dois dias que antecedem a Sexta-Feira Santa em Campo Grande.
Quem deixar para a última hora a compra do pescado nesta que é considerada a data mais tradicional do ano para o consumo do produto pode encontrar variação de até 22% nos preços, dependendo do espécime escolhido, conforme apurou o Correio do Estado em alguns estabelecimentos.
Pintado e pacu são os líderes em vendas, conta o proprietário da Peixaria do Mercadão, Cleuber Linares, com a experiência de 38 anos no ramo. Porém também entram no rol de preferências a sardinha e o pintado do Amazonas. “Na Semana Santa o nosso movimento aumenta praticamente 100% em relação a outros períodos do ano. Na segunda e terça-feira já se tem um movimento bom, mas nesta quarta-feira foi acima do normal porque coincidiu com a data do pagamento do funcionalismo público. Há ainda um outro fator que contribuiu, a melhora do entorno do Mercadão, facilitando o acesso do cliente à peixaria”, avalia. Para hoje, a expectativa é que haja um incremento ainda maior de clientes. “É o hábito do consumidor. Se você passar aqui às 10 para o meio-dia (horário do fechamento da peixaria nesta Sexta-Feira Santa), ainda haverá pessoas comprando peixe congelado para depois degelar em casa e preparar”, comentou.
(*) A reportagem, de Daniella Arruda, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.