Depois de seis dias de queda, o dólar fechou em alta de 1,28% nesta quinta-feira (29), atingindo R$ 2,941 na cotação.
A valorização ocorreu depois do comunicado do Fed, banco central dos EUA (Federal Reserve, banco central americano), sem grandes novidades, e à espera da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre o aumento da taxa básica de juros no país.
O Fed destacou em comunicado nesta quarta (29) a fraqueza no mercado de trabalho e na economia dos Estados Unidos, sugerindo que poderá ter que esperar até o terceiro trimestre para começar a elevar os juros na maior economia do mundo.
Das 24 moedas emergentes, 16 se valorizavam em relação ao dólar.
Com o adiamento, os investidores optam por manter o dinheiro aplicado em mercados emergentes, como o Brasil, buscando lucrar com a diferença de taxa de juros adotada nesses países em relação à paga pelos títulos americanos. Isso favorece a entrada de dólares nos emergentes, pressionando em baixa a moeda americana.
O dólar comercial fechou com alta de 0,50%, para R$ 2,959.
Analistas ainda atribuíram a volatilidade do dia à expectativa antes da decisão do Banco Central brasileiro sobre a Selic, que será anunciada após o fechamento dos mercados.
O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, registrou queda de 0,87%, para 55.325 pontos.
"Na Bolsa, as ações em baixa da Vale contribuíram mais para o movimento. A China passa por desaceleração econômica, o que impacta siderúrgicas e Vale, junto com a queda de 4,5% do minério de ferro", diz Linican Monteiro, executivo da equipe da análises da UM Investimentos.