Em reunião ordinária do Conselho Municipal de Defesa do Consumidor (Codecon), na Associação Comercial de Corumbá na manhã de ontem (06), entre representantes da Prefeitura Municipal, do empresariado, Procon e as empresas de Energia Elétrica (Energisa) e Sanesul, concessionária dos serviços de água e esgoto na cidade, foram discutidos assuntos relacionados ao reajuste nas contas, questionamentos sobre taxações e cobranças consideradas indevidas por muitos consumidores.
Segundo o site Diário Corumbaense, o gerente comercial, Onofre Assis de Souza, um dos representantes da Sanesul, que atua em 68 municípios de Mato Grosso do Sul, disse durante a reunião, sobre a taxa de esgoto, um dos assuntos que têm gerado diversos questionamentos em Corumbá. Segundo ele, o percentual na região, segue a média nacional, porém, o valor pode ser reduzido na próxima renovação da concessão, em 2019.
“O percentual de cobrança do país, referente a esgoto corresponde a 70% daquilo que é consumido da água. Mas isso acaba sendo uma política de cada empresa, não existe um meio para medir o esgoto que foi disponibilizado para cada imóvel, diferentemente do que acontece com a medição da água e energia.No caso de Corumbá, como a concessão vence em 2019, a empresa estará aberta para a antecipação da discussão e começar a praticar esse percentual de 50%”, afirmou.
De acordo com o gerente da empresa de abastecimento de água, toda cobrança da taxa de esgoto é realizada 60 dias após a notificação do morador sobre a disponibilidade do serviço e ressaltou que se algum cliente estiver sendo cobrado sem que o serviço esteja disponível, poderá procurar a empresa para o ressarcimento e o cancelamento da cobrança. “Desde a construção da rede de esgoto, não tivemos a contrapartida dos moradores para a ligação ao serviço. Porém, existem locais onde a rede de esgoto não está disponível e não cobramos o serviço. Se o cliente está sendo cobrado indevidamente, pode nos procurar ”, completou.
O representante da Sanesul ressaltou ainda que a empresa, tem um número elevado de “perda não técnica”, ou seja, o furto de água. “De fato, no Brasil, a média de perda do volume de água, está no patamar de 40%; a média da Sanesul no Estado gira em torno de 36%, enquanto Corumbá, segue o percentual nacional de 40%”, informou. A perda não técnica, seja no sistema hídrico ou energético, é repassada para o consumidor e isso foi explicado pelo gerente de serviços comerciais da Energisa, Ercílio Diniz.
AUMENTO
Em relação ao aumento nas contas de energia elétrica, devido às bandeiras tarifárias que têm sido praticadas desde o começo de 2015 e aos reajustes autorizados pelo governo federal, Ercílio explicou que o país, com exceção da região Norte, está interligado e as bandeiras continuarão até que se restabeleçam os níveis nos reservatórios das principais usinas geradoras de energia.
Sobre o recebimento de duas contas no mesmo mês, relatado por clientes, o gerente explicou que foi feito pela empresa um projeto de eficiência de rota de leitura, que teve que ser realizado devido ao crescimento do município. Com isso, alguns clientes tiveram a data de leitura alterada.
A diretora-presidente da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de Corumbá e integrante do Codecon, Andréa Cabral Ulle, que presidiu a reunião, avaliou o encontro como positivo e esclarecedor.