O Brasil só perde para os Estados Unidos em número de usuários da rede social Instagram, que possui pelo menos 300 milhões de pessoas conectadas em todo o mundo, conforme dados da própria empresa. Com a gratuidade de acesso e o apelo à comunicação visual, empresas e pequenos comércios utilizam o aplicativo para propagar seus produtos. Os empreendedores que investem no dispositivo defendem que a divulgação via Instagram gera mais resultados do que pelo Facebook, porém, especialistas na área de marketing alertam que, se utilizado de maneira equivocada, as postagens podem gerar efeito contrário do desejado e afastar os clientes.
O Instagram registra, em média, 70 milhões de fotos publicadas por dia, equivalente a 48,6 mil imagens postadas por minuto. E foi de olho no grande fluxo de informações do aplicativo que a empresária Livia Nantes Tenuta, 33 anos, começou a Fuê, que produz bolos e brownies com produtos naturais e em formatos diferentes do convencional. A empreendedora decidiu começar o negócio em janeiro deste ano sem uma loja física – sua vitrine é a @bolosfue, uma conta registrada no Instagram. Em cinco meses, 478 seguidores no dispositivo e mais 263 curtidas no Facebook, que funcionam como canais de venda e interação entre ela e seus clientes.
“Eu gosto de trabalhar as imagens e fazer uma decoração diferenciada. O visual é muito importante e chama atenção do cliente. O Instagram está muito em alta e vem ao encontro dessa ideia”, acredita Livia Tenuta. Com divulgação limitada às redes sociais, a empresária tem uma demanda de 200 bolos por mês. “Eu trabalho sozinha e creio que o número de encomendas é bom. Próximo do fim de semana é quando fica mais movimentado e os pedidos aumentam bastante.
A reportagem está na edição de hoje (17) do jornal Correio do Estado.