Quem tem filhos já sabe que férias escolares com crianças e adolescentes em casa significam mais gastos extras em alimentação e passeios. A má notícia é que, em tempos de crise econômica e alta do custo de vida, alimentos e serviços bastante procurados nesta época do ano pelas famílias estão até 25% mais caros em Campo Grande, quase o triplo da inflação acumulada no ano. É o que aponta pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Anhanguera-Uniderp. De um total de 14 itens pesquisados, 11 tiveram majorações de preço em julho deste ano, quando comparados ao mesmo período do ano anterior.
Entre as maiores altas está o preço médio das mensalidades de clube, que saltou de R$ 133,00 para R$ 166,61 no intervalo de um ano, seguido do queijo muçarela (peça de 1 quilo), item muito frequente no lanche de crianças e adolescentes, com alta de 15,6% no mesmo período, passando de R$ 22,13 para R$ 25,60; e dos ingressos de cinema em fins de semana, que tiveram aumento de 13,5%, de R$ 17,00 para R$ 19,30.
A escalada de preços apontada pelo levantamento prossegue com os sucos prontos de caixa. Esse tipo de bebida teve alta de 8,9%, com preço médio passando de R$ 4,12 para R$ 4,49 nas marcas pesquisadas pelo Nepes. Aumento praticamente no mesmo patamar (8,8%) foi observado nos ingressos de cinema em dias úteis, de R$ 17,00 em julho do ano passado para R$ 18,50 neste ano. Já os refrigerantes ficaram 6,6% mais caros no período e o preço médio avançou de R$ 3,90 para R$ 4,16.
*A reportagem, de Daniella Arruda, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.