Depois de um levantamento minucioso feito pelo Sindicato das Escolas Particulares de Mato Grosso do Sul (Sinepe), os valores das mensalidades escolares poderão ser reajustadas em até 10% para o ano letivo de 2016. A margem de reajuste calculada pelo sindicato inclui a reposição da inflação, gastos com pessoal e encargos com professores, com o aumento, a expectativa é que evasão de alunos seja registrada.
De acordo com a presidente do sindicato, Maria da Glória Paim Barcellos, a falta de equilíbrio financeiro pode afetar a qualidade do serviço pedagógico.
"Tendo em vista a inflação é impossível pensar em um reajuste menor que 10%. A escola como empresa precisa estar equilibrada para ela dar sustentação ao pedagógico. Se a empresa mantenedora não tiver uma estrutura equilibrada financeiramente, automaticamente ela sofrerá consequências no pedagógico", explica a presidente.
Independente do cálculo feito pelo Sinepe, o aumento ficará a critério de casa escola. E não são poucos os afetados pelo aumento. De acordo com o sindicato, em todo o Estado existem 240 escolas particulares e cerca de 80 mil alunos do ensino básico ao ensino médio estudando nessas unidades.
EVASÃO
De acordo com uma pesquisa da Federação das Escolas Particulares (Fenep), existe uma previsão de queda 10% a 12% no número de matrículas por conta da crise. Mas, em Mato Grosso do Sul, as greves do município e estado, em 2014, fizeram a procura aumentar.
"Nós alertamos aos diretores que estimem uma evasão, de acordo com a situação econômica do país e principalmente da Capital, mas não no percentual que a Fenep está projetando", disse Maria.
Apesar do público alvo das escolas particulares ser os comerciantes, pecuaristas e funcionários públicos, a crise que afeta o país, resultou no aumento da inadimplência. O pai do aluno só é considerado inadimplente, depois de 90 dias sem efetuar o pagamento da mensalidade. Maria da Glória aconselha, que os devedores procurem o administrativo da escola, para uma negociação.
"Não é interesse nosso perder o aluno, mas as escolas não são obrigadas a renovarem o contrato de matrícula de um pai inadimplente", finalizou.