Foi assinada na noite de ontem (2) pela presidente Dilma Rousseff (PT) Medida Provisória que eleva limite do capital estrangeiro de empresas aéreas brasileiras. O valor passará dos 20% para 49% e, segundo especialistas, abrirá espaço para ampliação de grupos estrangeiros na gestão das companhias aéreas.
Um dos exemplos que já operam no Brasil é a fusão da brasileira TAM com a LAN, criando a empresa Latam.
Publicação do Melhores Destinos revela que a expectativa das empresas é positiva, já que muitas amargam prejuízos em razão da crise financeira vivida pelo Brasil e precisam de capital para recuperação.
Confira abaixo levantamento que revela como pode ficar o cenário das companhias com a nova medida:
LATAM
Informações de bastidores dão como certa a aquisição do grupo Latam pelo grupo IAG, dono das companhias British Airways, Iberia e Vueling, e pela American Airlines. Os dois gigantes já manifestaram publicamente, através de representantes, interesse na Latam. Isso formaria o maior grupo de aviação do planeta.
GOL
O caminho da GOL já está traçado. Não seria surpresa nenhuma a Delta e/ou a Air France – KLM ampliarem substancialmente a participação no capital e no controle acionário da empresa, que hoje, é o ativo mais depreciado e que mais foi atingido pela crise econômica brasileira.
AZUL
Um movimento da American Airlines sobre a Latam certamente instigaria a United a ampliar ou consolidar sua participação na Azul, sendo esse um cenário provável. Outro cenário crível é um movimento do grupo chinês HNA de ampliar e consolidar sua participação na Azul, que hoje se restringe a 23,7% das ações preferenciais, que não dão direito a voto. A TAP, que é controlada por David Neeleman, fundador da companhia, também tem estreitado laços com a Azul e HNA.
AVIANCA
A Avianca Brasil já faz parte do grupo Synergy, que controla a Avianca Holdings. Um cenário possível seria a fusão com a irmã Avianca Internacional, cujo grupo controlador adquiriu companhias como Taca e Lacsa. Outra possibilidade, no momento puramente especulativa, seria a investida de algum grupo europeu, como a Lufthansa.