O consumidor em geral pode ter a esperança de ver a inflação em Campo Grande recuar neste mês. O Núcleo de Pesquisas Econômicas da Uniderp (Nepes), que elabora o Índice de Preços do Consumidor da Capital, estima que o valor de alguns itens no grupo Alimentos podem sofrer retração e diminuir a pressão sobre o preço de produtos alimentícios.
O motivo apontado seria uma melhora no clima favorecendo a produção de hortifrutícolas. Esses itens tem pesado bastante no bolso de quem vive na Capital. O feijão, arroz e leite também agregam para deixar tudo mais caro na hora de ir ao supermercado.
"O arroz, o feijão e o leite são os produtos que mais preocupam neste momento, devido à elevação de preços, que impacta no bolso do consumidor e colabora com a inflação geral", explicou Celso Correia, coordenador do Nepes.
O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande de junho, por exemplo, ficou em 0,42%, o mais alto para o referido mês desde 2008. Nos seis primeiros meses de 2016, essa medição ficou em 4,84%
O Nepes indicou que a tendência de queda da inflação entre fevereiro e abril foi interrompida em maio. "Neste período, as maiores inflações acumuladas ocorreram com os grupos Alimentação, que registrou 15,71%; Educação, com alta de 12,13%; e Despesas Pessoais, com aumento de 11,68%", informou nota do núcleo.
OS 10 VILÕES DA INFLAÇÃO EM JUNHO
Cabeleireiro (corte e tintura), com inflação de 10% e contribuição de 0,15%;
Sapato feminino, com inflação de 14,31% e contribuição de 0,07%;
Leite pasteurizado, inflação de 5,76% e participação de 0,07%;
Batata, com variação de 13,36% e colaboração de 0,04%;
Aluguel apartamento, com acréscimo de 0,60% e contribuição de 0,04%;
Gás em botijão, com aumento de 1,11% e participação de 0,04%;
Aluguel de casa, com variação de 0,53% e colaboração de 0,03%;
Cigarros, com acréscimo de 3,21% e contribuição de 0,03%;
Arroz, com reajuste de 2,01% e participação de 0,03%;
Feijão, com elevação de 4,42% e colaboração de 0,02%.
RETRAÇÃO DO MÊS
Os 10 itens que ajudaram a reter a inflação em junho foram:
Alcatra, com deflação de -4,93% e contribuição de -0,07%,
Gasolina, com redução de -1,50% e colaboração de -0,05%;
Paleta, com diminuição de -7,86% e participação de -0,04%;
Mamão, com decréscimo de -38,94% e contribuição de -0,04%;
Contrafilé, com baixa de -3,99% e colaboração de -0,02%;
Acém, com diminuição de -2,43% e participação de -0,02%;
Cebola, com redução de -15,02% e contribuição de -0,02%;
Sandália/chinelo feminino, com decréscimo de -3,92% e colaboração de -0,02%;
Amaciante de roupas, com queda -2,81% e participação de -0,01%;
Bermuda e short feminino, com baixa -3,82% e contribuição de -0,01%.
O ÍNDICE
De acordo com o Nepes, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. A divulgação desse boletim é mensal.