Quem tem imóvel em Campo Grande ou paga o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no aluguel vai ver sua conta encarecer 8,78% no próximo ano. O reajuste, que será dado conforme correção inflacionária, vai passar a valer para os novos carnês que devem começar a ser entregues no final de dezembro.
A previsão de arrecadação com o imposto é entre R$ 320 milhões e R$ 3330 milhões, acima do que foi obtido em 2016, quando a receita chegou a cerca de R$ 300 milhões.
Esses números foram divulgados durante agenda do prefeito Alcides Bernal (PP) com técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o prefeito eleito Marquinhos Trad (PSD), na tarde de hoje, na Prefeitura da Capital.
Neste ano, o aumento do IPTU foi de 9,57%, também mantendo a correção inflacionária, por isso oficializado por meio de decreto. Só quando a majoração ultrapassa a inflação oficial que é preciso apresentar projeto à Câmara de Vereadores.
Apesar de aplicar esse reajuste, houve mudanças na planta genérica de valores do município e isso gerou acréscimos bem superiores em cerca de 3% dos imóveis da Capital. Em alguns casos foi identificado majoração de 250%. Essa condição só foi identificada depois que o carnê já estava com o contribuinte e o pedido de revisão de valor demora cerca de 60 dias para ser feito, ou seja, bem depois da data de vencimento do imposto.
Alcides Bernal disse, em 21 de outubro, que a população não deve sofrer o mesmo tipo de surpresa para 2017. "Não estamos decididos a fazer isso, não vamos fazer isso", garantiu sobre a manutenção dos valores da planta genérica para o próximo ano.
O prefeito eleito Marquinhos Trad também manifestou-se pelo prosseguimento de uma política sem pressão fiscal sobre os moradores. "Vamos tentar cortar em outros lugares para diminuir a questão do deficit e para não onerar o contribuinte", afirmou.
Em encontro da comissão de transição, hoje pela manhã, foi repassado que a prefeitura fecha o mês, ao menos desde agosto do ano passado, com rombo entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões.
A arrecadação com o IPTU é a principal fonte de recurso próprio do tesouro municipal. Os débitos atrasados com relação ao imposto hoje estão em R$ 1,4 bilhão, conforme divulgado em novembro pela Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle (Seplanfic).