Aumento na tarifa de ônibus e no preço do litro da gasolina e etanol foram os principais responsáveis pela inflação de Campo Grande, em janeiro. Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,56 na Capital no primeiro mês deste ano. Dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Conforme o levantamento, inflação teve recuo em comparação com dezembro do ano passado, quando índice fechou em 0,70%. Entre as 13 capitais pesquisadas, Campo Grande teve a sexta maior inflação em janeiro.
Grupo de transportes foi o que apresentou maior alta, de 1,77%, pressionado pelo aumento no item de ônibus urbano, sendo o aumento da tarifa de transporte coletivo o principal responsável, com alta de 6,61%.
Tarifa aumentou de R$ 3,25 para R$ 3,55 no dia 22 de dezembro e a alta de R$ 0,30 impactou na inflação de janeiro.
Ainda no grupo de transportes, houve aumento de 2,05% no grupo de combustíveis. Segundo o IBGE, inflação no etanol de Campo Grande, de 6,12% foi a maior registrada entre as capitais do Brasil.
Além do etanol, gasolina também teve variação de 1,77%. Preços subiram mesmo depois do anúncio da Petrobras de redução nos preços dos combustíveis nas refinarias.
Conforme pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na última semana de janeiro, preço médio do litro da gasolina era de R$ 3,594 e do etanol de R$ 3,172 nos postos da Capital. Aumento de R$ 0,051 e R$ 0,094, respectivamente, em relação a semana anterior.
Segunda maior inflação ocorreu no grupo habitação (1,26%), puxada pela alta de água e esgoto, de 7,37%, que também foi a maior variação do país.
Grupos que também tiveram variação positiva foram comunicação (0,80%), alimentação e bebidas (0,78%), despesas pessoais (0,43%), educação (0,11%) e saúde e cuidados pessoais (0,01%).
Houve deflação nos grupos de vestuário (-1,41%) e artigos de residência (-0,95%).
Em relação aos últimos 12 meses, inflação da Capital está acumulada em 6,65%.