O conjunto de 13 itens que compõem a cesta básica de alimentos ficou 4,9% mais caro em janeiro, se comparado ao mes de dezembro de 2017. Com isso uma cesta que custava R$ 366,26 saiu por R$ 384,26, informou a regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Segundo a instituição, a análise comparada é realizada em 20 capitais brasileiras e Campo Grande apresentou a 10ª variação mais expressiva de preços e a 13ª posição em valor mais alto. Ainda assim, o percentual acumulado durante o ano de 2017 registrou uma redução de 2,29% no preço da cesta básica.
A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 446,69), seguida do Rio de Janeiro (R$ 443,81) e São Paulo (R$ 439,20). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 333,98) e Aracaju (R$ 349,97).
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
Com base na cesta mais cara, que, em janeiro foi a de Porto Alegre, e, levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em janeiro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.752,65, ou 3,93 vezes o mínimo, já reajustado abaixo da inflação, no valor de R$ 954,00.
Em 2017, o salário mínimo era de R$ 937,00 e o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.811,29 (ou 4,07 vezes o mínimo então em vigor) em janeiro e a R$ 3.585,05 (ou 3,83 vezes o piso vigente) em dezembro.