Após 10 dias de greve e com a expectativa de que a paralisação dos caminhoneiros, ao menos em Mato Grosso do Sul, chegue ao fim oficialmente, alguns setores do Estado começam a fazer previsões de quando suas operações e estoque podem voltar à normalidade.
De acordo com Edmilson Veratti, presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercadistas (Amas), a situação dos supermercados continua a mesma desde o início da greve: há escassez de hortifrútis, além de elevação do preço de alguns produtos, como da batata e da cebola. Contudo, não se pode falar em um completo desabastecimento.
As faltas de mercadoria ainda são pontuais, porque, especialmente por conta do estoque, os estabelecimentos costumam manter em seus depósitos. “Cada loja tinha um estoque diferente antes da greve. É difícil mensurar uma situação geral”,
define Veratti.
A notícia positiva é que, ontem, já havia registro de caminhões deixando os locais de paralisação e transportando cargas. “Ainda não chegou aos supermercados, mas sabemos que alguns já estão vindo”.
Com o feriado de hoje, o presidente da Amas acredita que a situação só vai começar a melhorar, de fato, na segunda-feira. “Não vai normalizar, mas pode ser um começo”.
Já os frigoríficos do Estado continuam operando de maneira lenta e reduzida. Segundo João Alberto Dias, presidente da Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carne em MS (Assocarnes), ainda existe grande temor de que os produtos não consigam chegar aos seus destinos. Por isso, a maioria das plantas operam com até menos da metade da capacidade.
Dias reforça que não há previsão ainda para que as unidades voltem a operar com 100% da produção. “Estamos dependendo da normalização do País. Quando tivermos certeza de que a greve parou, retomamos”.
AÇOUGUES
Proprietários de açougues e casas de carne da Capital afirmaram que estão com estoque garantido pelo menos até o fim da semana. As encomendas estão em dia, porém, de forma racionada.
“Eles só mandam o que tem disponível no estoque”, diz Lucas Faustino, dono da. Em razão da greve, o comerciante afirmou que não precisou fechar o comércio, mas durante três dias trabalhou sem estoque, apenas com o produto que tinha na vitrine de carnes. Outras cinco casas de carne afirmaram que terão estoque pelo menos para até o fim dessa semana.