Após duas quedas seguidas, comércio varejista de Mato Grosso do Sul reagiu no fim do primeiro semestre do ano e apresentou crescimento de 1,7% no volume de vendas em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, o desempenho de vendas do setor havia sido de -3,6% e e em maio de -0,1%.
Na passagem de maio para junho, o avanço foi ainda mais expressivo e o varejo do Estado registrou taxa de 2,8% em vendas. O setor vinha de dois índices negativos, -3,8% em abril e -0,6% em maio, conforme os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).
No acumulado do ano e nos últimos 12 meses, o comércio sul-mato-grossense também fechou positivo, com variações, respectivamente, de 1,7% e 1,0% nas vendas.
Em relação à receita nominal do segmento, foi registrado crescimento de 6,3% em junho deste ano no comparativo com igual mês de 2017. Em relação ao mês imediatamente anterior, o crescimento foi de 4,5%. No acumulado do ano, a receita nominal teve incremento de 1,6% e em 12 meses, de 1,4%.
Em se tratando do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, Mato Grosso do Sul apresentou crescimento de 3% no volume de vendas em junho, quando comparado com o mesmo mês do ano passado, e de 4,2% na passagem de maio para junho.
Nacional
Diferentemente dos indicadores apresentados pelo Estado, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro teve recuo de 0,3% em junho, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE.
A queda foi puxada pelos setores de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumos, que apresentou retração de 3,5%. Apesar do recuo, cinco dos oito setores pesquisados tiveram crescimento no mês, na série com ajuste sazonal.
De acordo com o IBGE, esse “perfil disseminado de taxas positivas entre as demais atividades investigadas, é explicado, em grande medida, pelo aumento do ritmo de venda, após maio, mês que concentrou os efeitos da greve dos caminhoneiros, com impacto no abastecimento em várias unidades comerciais no país”.
O destaque ficou com o segmento de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 4,6%. Na sequência vem o comércio de equipamentos e materiais para escritório e informática, com alta de 4,1%.