Economia

COVID-19

Pandemia deixa 97 mil pessoas afastadas do trabalho em MS

Afastamento é por conta do distanciamento social e não significa que todos foram demitidos

A pandemia do coronavírus e as medidas de distanciamento social fizeram com que 97 mil pessoas fossem afastadas de seus trabalhos em Mato Grosso do Sul. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD Covid-19, divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, até maio, 8,2% da população empregada do Estado precisou ficar em casa por causa do isolamento para evitar o aumento da contaminação pela doença. Este percentual aos que foram afastados e não incluem os trabalhadores que estão em home office.

Alguns dos trabalhadores tiveram a remuneração mantida, mas outros tiveram os pagamentos suspensos durante o período de afastamento.

Conforme o IBGE, trabalhadores domésticos sem carteira assinada foram os mais afetados, seguidos por empregados do setor público sem carteira e empregados do setor privado, também sem registro formal.

Grupo etário com maior proporção de pessoas afastadas do trabalho foi o de 60 anos ou mais, que são considerados o grupo de risco da Covid-19.

A pandemia também inibiu a busca por postos de trabalho. Pesquisa aponta que 124 mil pessoas desempregadas não procuraram trabalho, mesmo querendo trabalhar, por conta da pandemia ou por falta de trabalho na região onde moram.

Mato Grosso do Sul tem ainda o correspondente a 75 mil pessoas empregadas e não afastadas que trabalham de forma remota, em home office, o que corresponde a 7,2% da população do Estado

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