Brasileiros estão com boas expectativas para a black friday, tradicional data de descontos no comércio importada dos Estados Unidos marcada para a próxima sexta-feira (28). Pesquisa realizada pela empresa de marketing digital Convertion mostra que a maioria dos clientes espera encontrar descontos entre 30% e 50% nos produtos.
Diante de um cenário de crise, a data acabou se transformando em um coringa para não deixar o pé da árvore de Natal vazio, já que 83% dos entrevistados disseram que vão guardar as compras para dar de presente no dia 25 de dezembro.
E mesmo na recessão, os gastos para 32% das pessoas ouvidas devem passar de R$ 1 mil, ao passo que 47,2% dos consumidores estão dispostos a gastar entre R$ 500,00 e R$ 3 mil.
Os eletrônicos e eletrodomésticos devem ser os queridinhos da população, já que eles somam 60% das intenções de compra, seguidos por celulares, com 59%. Artigos de moda e acessórios devem ser adquiridos por 47% dos participantes, calçados por 44% e cosméticos por 29%.
A quantidade de pessoas que declarou estar disposta a gastar dinheiro na Black Friday, conforme o estudo, subiu oito pontos porcentuais e chegou a 90,4% este ano. E essas pessoas pretendem, em sua maioria, usar cartão de crédito para pagar as compras, mais especificamente 54%. Outros 12% afirmaram que têm dinheiro na conta e vão usar cartão de débito.
Mesmo diante de toda essa expectativa, o medo de ser vítima de fraudes na data existe para 84,6% dos entrevistados.
“Apesar da crise econômica ter tido significativo impacto financeiro sobre grande parte da população, os dados mostram que os consumidores brasileiros estão bastante dispostos a gastarem quantias razoáveis durante a black friday de 2020. A maior adesão à data também demonstra que, apesar do receio de sofrer alguma fraude ainda exista, os consumidores nacionais estão mais à vontade com as compras online”, afirma a empresa organizadora do estudo.
EVITAR GOLPES
Períodos com quantidades massivas de compras pela internet de fato são um prato cheio para empresas que agem de má fé. Uma das pegadinhas mais comuns é o valor do frete. Nem sempre o preço do transporte e entrega é somado ao valor apresentado nas páginas iniciais das lojas. Achando que fez um excelente negócio, a pessoa fecha a compra e depois descobre que havia opções mais baratas quando se depara com o montante total.
Lucas Pelegrino, co-fundador do site Reduza (que ajuda as pessoas a descobrirem se estão diante de alguma oferta enganosa) diz que o primeiro passo para não ser enganado é desconfiar de preços muito baixos. Especialmente se estamos diante de produtos muito cobiçados.
Além disso, é preciso ver se os anúncios direcionam para as páginas oficiais das lojas. Às vezes a pessoa acaba em sites clandestinos que roubam dados. Em casos de dúvidas, abra o Google, digite o nome da loja e vá diretamente até ela encontrar o item desejado.
Veja em sites de reclamações coletivas qual a reputação do e-commerce, diz Lucas. Se não tem certeza de que a loja existe mesmo, ligue e na dúvida, não compre.
Cadeado verde no topo da página não é garantia de segurança: sites com esses tipos de selos de segurança, na verdade, garantem sigilo dos dados e não indicam confiança. Existem páginas clonadas que também apresentam a marca no intuito de enganar os mais desatentos.