Petrobras anuncia o cancelamento do negócio de compra da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), de Três Lagoas. Nota à imprensa foi divulgada na manhã esta quinta-feira (28) revelou que será proposto novos termos de compras para possíveis interessados.
Em comunicado, a estatal brasileira informou que por causa de “plano de negócios proposto pelo potencial comprador, em substituição ao projeto original, impossibilitou determinadas aprovações governamentais que eram necessárias para a continuidade da transação”.
O plano de desinvestimento da estatal segue em vigência e as usinas de produção de fertilizantes estão nesse grupo de ativos a serem vendidos. Em coletiva de imprensa na manhã de hoje, o Governador Reinaldo Azambuja, revelou que já conversou com empresas interessadas na última semana.
“Fui procurado por alguns grupos na última semana, porque já sabiam desse comunicado da Petrobras. Com a demanda crescente pela produção própria no Brasil, a UFN3 tem um grande olhar do mercado, com certeza teremos grandes grupos e conglomerado em nível mundial interessados em comprar a fábrica”.
Logo após o anúncio de que o grupo russo Acron iria avançar para adquirir a planta em Três Lagoas, o Correio do Estado revelou em reportagem exclusiva que a planta passaria por uma modificação no seu objetivo principal: ela deixaria de ser uma produtora de fertilizantes nitrogenados para virar uma simples misturadora de compostos importados.
Essa mudança no perfil produtivo seria de pouco benefício para o sistema produtivo de Mato Grosso do Sul, que continuaria à mercê dos preços estrondosos praticados no mercado internacional e assustam agricultores regionais.
Conforme o Governador, isso não está nos planos para o próximo postulante. “Temos certeza que esse processo irá se concretizar e teremos a conclusão da fábrica. MS se transformará em um estado produtor de fertilizantes nitrogenados. O que não concordávamos, e externamos isso à Petrobras, é de estender esse acordo para uma misturadora de adubo”,
Reinaldo Azambuja ainda afirmou que o governo mantém o compromisso firmado. “Para concluir a UFN3, não interessa com quem seja, pode ser russo, grego ou brasileiro, estamos dispostos a estender os benefícios fiscais para que a gente se torne produtor de fertilizantes para MS e para todo o Brasil”