Mato Grosso do Sul é o segundo maior exportador de tilápias do País.
Pelo menos é o que aponta o informativo de Comércio Exterior da Piscicultura, que é elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pesca e Aquicultura, em parceria com a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR).
Os números serão mais detalhados a partir desta quarta-feira (31) com a chegada da 19ª Semana do Pescado, que vale para todo o Brasil.
De acordo com o informativo, no Estado foram exportadas 1.076 toneladas que geraram receita de US$ 3,6 milhões no primeiro semestre do ano.
Em todo o País, a exportação de produtos da piscicultura cresceu 100% entre janeiro e junho deste ano, ante o primeiro semestre de 2021.
Em números, foram US$ 14,3 milhões em vendas externas e, no quantitativo, 4.931 toneladas.
O informativo da Embrapa Pesca e Aquicultura, junto com a Peixe BR, destaca que este crescimento é resultado da venda de produtos piscícolas de maior valor agregado, como os filés congelados, com alta de mais de 500% em valor e toneladas.
No Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – via Secretaria de Pesca e Aquicultura – este crescimento exponencial das exportações brasileiras se dá por diversos fatores: desburocratização, evolução no manejo, melhoria genética e tecnificação do cultivo de peixes, além da profissionalização da cadeia produtiva e crescimento de crédito de fomento para atividade.
A alavancagem das exportações também é explicada pelas ações conjuntas de promoção comercial da piscicultura brasileira, desenvolvidas pelo Mapa em parceria com a Apex Brasil.
Quanto aos destinos das exportações da piscicultura brasileira, os principais são Estados Unidos, maior comprador; seguido pelo Canadá e pela Líbia.
Semagro reforça que essa expansão é constante
O secretário de Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, frisou quo governo do Estado vem incrementando as políticas públicaspor meio do Plano Estadual de Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Piscicultura (Propeixe).
"A piscicultura em Mato Grosso do Sul está - a cada ano - ocupando o seu espaço dentro da agropecuária em produzir proteína animal de qualidade, quer seja para o consumo interno, como também na exportação. A meta é desenvolver ações para a expansão do pescado no Estado e que ocupe de destaque dentre as proteínas animais", reforçou Verruck.
No Propeixe, o principal incentivo dado no Estado é a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
O método é simples: o produtor recebe por ocasião da venda do pescado. Isso acontece desde que o produtor e a indústria estejam cadastrados no programa e estejam em confomidade perante o fisco estadual.
Além dos incentivos financeiros, o produtor também é beneficiado nas questões relacionadas ao licenciamento ambiental, defesa e vigilância sanitária, pesquisa e inovação, assistência técnica, capacitação e treinamento.
Em 2021, Mato Grosso do Sul produziu 37.400 toneladas: sendo 34.450 toneladas de tilápia, 2.800 toneladas de peixe nativos e 15 toneladas de outras espécies.
Para 2022, a meta é produzir 55.000 toneladas.
O aumento de produção deve-se aos investimentos em pesquisa e tecnologia.
No Estado existem atualmente 25 plantas de frigorífico com abatedouros ativos e temporários, operando com 60% de sua capacidade instalada.
O Paraná é o Estado com a maior exportação da espécie no período analisado, com US$ 7,4 milhões, representando 53% do total, seguido de Mato Grosso do Sul e Bahia.
Dados do informativo apontam que a categoria de tilápias inteiras congeladas ocupou a primeira posição de exportação nesse semestre, com um valor total de US$ 7 milhões.
Depois, estão o filé fresco, com US$ 3,4 milhões, e o filé congelado (US$ 2,6 milhões).
Originária da África e de ampla aceitação no mercado mundial, a tilápia é a espécie de peixe mais exportada pelo Brasil, representando 98% do total do faturamento com pescados exportados até o mês de junho, com o montante de US$ 14 milhões.