Em Campo Grande, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto caiu -0,39%, número abaixo do índice nacional de -0,36%. É o segundo mês consecutivo de deflação no Brasil.
Em julho, a variação havia sido de -0,68% no país, enquanto a Capital havia registrado uma deflação de 0,95%.
No acumulado do ano, o IPCA nacional ainda tem uma alta de 4,39% e, nos últimos 12 meses, de 8,73%, abaixo dos 10,07% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2021, a variação havia sido de 0,87%.
Os dados são divulgados mês a mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IBGE, os grupos responsáveis por puxar a inflação para baixo em agosto, na Capital, foram os de transportes (-3,99%) e de comunicação (-0,68%).
Por outro lado, os demais grupos mantiveram-se em alta em Campo Grande, são eles: vestuário, com inflação de 1,39%; saúde e cuidados pessoais, com 1,27%; educação, com 1%; habitação, com 0,71%; artigos de residência, com 0,53%; despesas pessoais, com 0,46%; alimentação e bebidas, com 0,44%.
Brasil
Em escala nacional, o padrão permaneceu o mesmo, como já havia acontecido em julho.
Conforme informado pelo IBGE, no Brasil, o resultado de agosto foi influenciado principalmente pela queda no grupo dos transportes (-3,37%). Além disso, o grupo comunicação (-1,10%) também recuou.
No lado das altas, o destaque nacional foi saúde e cuidados pessoais (1,31%).
Já alimentação e bebidas (0,24%) desacelerou em relação a julho (1,30%), com impacto de 0,05 p.p.
Os demais grupos ficaram entre o 0,10% de habitação e o 1,69% de vestuário, maior variação positiva no IPCA de agosto.
Inflação
Inflação é o nome dado ao aumento dos preços de produtos e serviços. Ela é calculada pelos índices de preços, comumente chamados de índices de inflação.
O IBGE produz dois dos mais importantes índices de preços: o IPCA, considerado o oficial pelo governo federal, e o INPC.
O IPCA engloba uma parcela maior da população. Ele aponta a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos.
Enquanto o INPC verifica a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos.
Para o cálculo, o IBGE faz um levantamento mensal, em 13 áreas urbanas do País, de, aproximadamente, 430 mil preços em 30 mil locais.
Todos esses preços são comparados com os preços do mês anterior, resultando num único valor que reflete a variação geral de preços ao consumidor no período.