Economia

celulose

Asiáticos avançam na compra
da fábrica da Eldorado em MS

Empresa da Indonésia firmou termo de compromisso com a J&F

DA REDAÇÃO

29/08/2017 - 05h00
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A empresa asiática Asia Pulp and Paper (APP), da Indonésia e com operações na China, e a J&F Investimentos, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, avançaram nas negociações em torno da fábrica de celulose Eldorado Brasil, em Três Lagoas.

No fim da tarde de sábado, as duas empresas firmaram termo de compromisso com definição de todas as condições de venda do controle da empresa. 

Com esta etapa definida, a APP iniciou, nesta semana, o processo de auditoria (due diligence) da companhia e seus ativos, o que inclui acesso à sala de informações da Eldorado e visitas à fábrica em Três Lagoas e suas florestas na região.

Em média, um termo como este tem duração mínima de 30 dias. No entanto, segundo especulações do setor, pode ser que o negócio seja concluído antes do prazo.

Com a assessoria do BTG Pactual, a APP já vem negociando com os irmãos Batistas há quase um mês. As tratativas tiveram início no dia 4 de agosto, logo após ter sido encerrada a exclusividade com a chilena Arauco.

Inicialmente, a APP teria um prazo de negociação, sem exclusividade, até 3 de setembro. A expectativa, agora, é de que este prazo seja estendido. 

*Leia reportagem, de Renata Prandini, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

SORTE

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 100 milhões nesta quinta

Desde o começo do ano, esta é somente a quarta vez em que a Mega sorteira premio acima dos R$ 100 milhões

08/10/2026 06h49

Sorteio dos seis números está previsto para as 19 horas do horário de Mato Grosso do Sul

Sorteio dos seis números está previsto para as 19 horas do horário de Mato Grosso do Sul

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A Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira (8) prêmio estimado em R$ 100 milhões. As seis dezenas do concurso 3.068 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) de hoje em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

No último concurso, foram sorteados os números  01 - 04 - 17 - 33 - 41 - 52 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.

Neste ano, pelo menos três sorteios já garantiram pagamentos superiores a cifra de R$ 100 milhões.

  • (Concurso 2.979, em 3 de março de 2026): Prêmio principal pago a um bolão do Ceará.
  • R$ 300 milhões (Concurso 3.010, o sorteio especial de aniversário de 30 anos da Mega-Sena, em 24 de maio de 2026): Dividido entre duas apostas (Fortaleza/CE e Rio de Janeiro/RJ).
  • R$ 101,9 milhões (Concurso 3.059, em 17 de setembro de 2026): Prêmio pago a um bolão de Presidente Venceslau (SP). 

Economia

Produção de veículos tem melhor setembro desde 2014, diz Anfavea

Houve crescimento de 10,2% em relação ao mesmo mês de 2025

07/10/2026 21h00

transito

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Apesar de apresentar queda de 1,1% em relação a agosto, a produção de veículos no Brasil – que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões – teve um bom desempenho em setembro, com crescimento de 10,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo balanço divulgado na tarde desta quarta-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), este foi o melhor mês de setembro desde 2014, com uma produção de 268,3 mil veículos.

No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a alta é de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado, com quase 2,2 milhões de unidades produzidas. No entanto, alerta a associação, das 173 mil unidades produzidas a mais na comparação com o ano passado, apenas 50 mil foram fabricadas totalmente no país. O restante ocorreu nos regimes CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down), que permitem a montagem final dos automóveis no Brasil.

Além do crescimento na produção, em setembro, o setor também apresentou o maior volume de emplacamentos para o mês desde 2014, com 281,4 mil unidades comercializadas. Isso foi impulsionado principalmente pelas vendas de automóveis, que avançaram 22,5% no ano.

“Esse mês de setembro foi o maior volume desde 2014. Há muito tempo a gente não tinha um mês de setembro tão bom”, disse o presidente da Anfavea, Igor Calvet, em entrevista coletiva concedida hoje.

Enquanto houve aumento na produção e nos emplacamentos, as exportações continuaram em queda, sem apresentar sinal de recuperação. Há seis meses, segundo a Anfavea, as exportações estão estagnadas em um patamar mensal abaixo de 40 mil unidades, principalmente por causa da situação da Argentina e da perda de participação dos veículos brasileiros para os modelos chineses e mexicanos.

Em setembro, foram exportadas 39,8 mil unidades, alta de 0,1% sobre agosto e queda de 24,2% sobre setembro do ano passado.

“A gente depende muito da Argentina e 96% dessa queda pode ser explicada pela queda [das exportações] para a Argentina”, disse Calvet.

Além disso, destacou ele, as importações de veículos vêm apresentando alta, com crescimento de 34,9% sobre setembro do ano passado. “As importações cresceram 30% no acumulado [do ano] e a nossa exportação tem crescido 20%. Então, a gente não só está aumentando o que compramos do exterior, como também diminuindo a nossa venda para o exterior”, ressaltou o presidente da entidade.

Revisão

Com o bom desempenho observado ao longo deste ano tanto de vendas quanto de produção, a Anfavea decidiu revisar as projeções de fechamento do setor para o final de 2026.

A expectativa da associação é que o Brasil feche o ano com 3,1 milhões de autoveículos emplacados, um patamar que não é alcançado desde 2014. Se isso se confirmar, a Anfavea estima que o crescimento será de 15,2% em relação a 2025, acima dos 2,7% que haviam sido previstos no início deste ano. Este avanço, diz a associação, deve ser impulsionado pelos segmentos de automóveis e comerciais leves, cuja expectativa de crescimento passou para 16,4%.

A produção, por sua vez, também deve registrar um desempenho positivo, mas ainda distante do potencial da demanda interna. A projeção de crescimento passou de 3,7% para 6,7%, com um volume superior a 2,8 milhões de unidades, o que seria o melhor resultado desde 2019.

Por outro lado, o segmento de veículos pesados, composto por caminhões e ônibus, ainda deverá encerrar o ano com uma retração de 6,5% nos emplacamentos. Segundo as projeções, as exportações também devem ter desempenho negativo, com queda de 17,7%.

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