Campo Grande fechou o mês de julho com saldo negativo de 140 empregos formais, após registrar a criação de 3.541 postos de trabalho no primeiro semestre de 2026. Segundo os dados do Caged, divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Capital teve 12.159 admissões no mês, mas o número de desligamentos foi maior, registrando 12.299 demissões.
O resultado interrompe a sequência de saldos positivos registrada até o mês de número seis do ano. Naquele mês, Campo Grande criou 303 vagas. Na passagem entre junho e julho o saldo piorou, com registro de 443 postos.
Apesar do resultado negativo, o mercado de trabalho continuou movimentado. Mais de 12 mil pessoas foram contratadas formalmente, ou seja, de carteira assinada, durante julho, mas o volume de demissões superou o de admissões em 140 postos.
Com o desempenho do mês sete, Campo Grande acumula 3.401 novos empregos formais no ano.
Perdas
A indústria foi o setor que mais contribuiu para o resultado negativo da Capital em julho. Foram 1.176 admissões e 1.276 desligamentos, o que representa saldo de 100 postos de trabalho a menos.
A agropecuária também encerrou o mês no vermelho, com 28 vagas perdidas, resultado de 262 contratações contra 290 desligamentos.
Nos serviços, principal setor empregador da Capital, o saldo também foi negativo. Foram 5.993 admissões e 6.006 desligamentos, uma diferença de 13 postos.
A construção civil teve comportamento praticamente estável, com três empregos a menos no mês, resultado de 1.382 admissões e 1.385 desligamentos.
O comércio foi o único entre os cinco grandes setores a terminar julho com saldo positivo. Ainda assim, a diferença foi pequena: quatro vagas, com 3.346 contratações e 3.342 desligamentos.
O resultado de julho muda o cenário observado no primeiro semestre. Entre janeiro e junho, os serviços lideraram a geração de empregos, com saldo positivo de 2.088 vagas, seguidos pela construção civil, que abriu 1.467 postos. A indústria acumulou 350 vagas e a agropecuária, 269. O comércio foi o único grande setor com saldo negativo no semestre, com 633 postos fechados.
Até junho, o estoque de empregos formais da Capital havia chegado a 236.695 vínculos. Com o resultado de julho, o painel do Caged registra 236.453 vínculos ativos.
Desaceleração
O desempenho de Campo Grande ocorre em um cenário de perda de ritmo no mercado formal brasileiro. Em julho, o país criou 58.568 empregos com carteira assinada, resultado 56% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram abertas 133.932 vagas.
Mesmo com a desaceleração, o Brasil manteve saldo positivo pelo sétimo mês consecutivo, com 2,26 milhões de admissões e 2,20 milhões de desligamentos em julho. No acumulado de janeiro a julho, foram criados 972.203 empregos formais.
Em Campo Grande, o resultado negativo de julho não elimina o saldo positivo acumulado no ano, mas mostra uma mudança em relação ao desempenho registrado nos primeiros seis meses.
A Capital chegou ao segundo semestre com uma projeção de crescimento de 2,5% para o Produto Interno Brito (PIB) em 2026, acima das estimativas de 1,9% para MS e 2% para o Brasil.


