Economia

CENÁRIO

Construção civil ganha força no Estado, mas custo sobe 7,53%

O setor foi o segundo que mais gerou empregos formais no Estado neste ano

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A construção civil de Mato Grosso do Sul atravessa um período de expansão, sustentado por investimentos em infraestrutura, mercado imobiliário e programas habitacionais, mas enfrenta, ao mesmo tempo, pressão crescente dos custos de produção.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o custo médio do metro quadrado no Estado chegou a R$ 1.896,68 em julho, com alta de 7,53% em 12 meses.

O avanço ocorre em um cenário de atividade aquecida no mercado de trabalho. Segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a construção civil foi o segundo setor que mais gerou empregos formais em MS de janeiro a junho, com saldo de 5.722 novas vagas.

O Estado contabilizou 18.531 novos empregos formais neste ano, considerando todos os setores. Assim, a construção civil respondeu por cerca de 31% do saldo de vagas abertas no período.

O desempenho estadual acompanha a expansão da infraestrutura no País, que se tornou o principal destaque da construção no primeiro semestre. Entre janeiro e junho, o segmento gerou 64.793 vagas, alta de 30,26% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram criados 49.741 postos.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Eduardo Aroeira Almeida, o resultado está diretamente relacionado à retomada dos investimentos em infraestrutura.

“Esse crescimento é muito impulsionado por investimentos e projetos que começam a se refletir no mercado de trabalho. Os leilões e as parcerias público-privadas [PPPs] realizados nos últimos anos, além dos investimentos associados ao novo marco legal do saneamento, ajudam a explicar o cenário”.

INTERIOR

Em Mato Grosso do Sul, o impacto das grandes obras aparece especialmente no interior. A CBIC aponta o Estado entre os que apresentam maior geração proporcional de empregos na construção em relação ao tamanho da população.

Um dos principais exemplos é Inocência, que registrou saldo de 3.810 vagas na construção civil. O resultado acompanha o ciclo de investimentos provocado pela implantação do Projeto Sucuriú, da Arauco.

O empreendimento também movimenta fornecedores, transportadoras, comércio e serviços, ampliando o impacto econômico para além dos canteiros.

A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, destaca que o recorte proporcional permite dimensionar melhor o efeito dos grandes empreendimentos sobre municípios menores.

“Quando olhamos a geração de empregos em relação ao tamanho da população, conseguimos enxergar com mais clareza o impacto que grandes obras estão provocando nas economias locais. Santa Terezinha de Goiás e Inocência são exemplos de como os investimentos em construção podem transformar rapidamente o mercado de trabalho de municípios menores”, destaca.

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FUTURO

Para o presidente do Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi-MS), Renato Perez, o cenário estadual é de otimismo. Ele avalia que o crescimento econômico de MS tende a sustentar a demanda por imóveis nos próximos anos.

“O mercado imobiliário é um setor que exige visão de longo prazo e, por isso, está acostumado a conviver com diferentes ciclos econômicos. O empresário da construção civil e do mercado imobiliário brasileiro desenvolveu, ao longo dos anos, uma grande capacidade de adaptação às mudanças de cenário, ajustando seus investimentos, seus produtos e seus modelos de negócio sempre que necessário”.

Segundo ele, a expansão do agronegócio, a industrialização e os investimentos em infraestrutura formam uma combinação favorável para o setor.

“MS vive um momento importante de crescimento econômico, impulsionado pela expansão do agronegócio, pela industrialização, pelos investimentos em infraestrutura e pelo aumento da população em diversas regiões. Esse ambiente naturalmente amplia a demanda por moradia, por empreendimentos comerciais e por novos investimentos”.

CUSTO

O crescimento da atividade ocorre, entretanto, em meio à pressão sobre os custos de produção.

No Estado, o custo médio do metro quadrado passou de R$ 1.858,50, em janeiro, para R$ 1.896,68, em julho, aumento de R$ 38,18 no período. O indicador acumula alta de 3,45% no ano e de 7,53% em 12 meses. Somente em julho, a variação foi de 1,22%.

O cenário estadual acompanha a tendência observada pela CBIC em âmbito nacional. Segundo a entidade, o custo da construção no Brasil acumulou alta de 7,06% nos 12 meses encerrados em junho, acima do IPCA, que ficou em 4,64% no mesmo período.

Os materiais foram os principais responsáveis pela pressão, com aumento de 7,92%, enquanto o custo da mão de obra avançou 6,33%. Entre os insumos que mais encareceram está o fio de cobre, com alta de 21,35% no preço médio nacional.

Também registraram aumentos superiores a 10% itens como porta interna, bancada de pia, tubo de PVC-R rígido, fechadura, cimento, esquadria de correr e registro de pressão.

Para Renato Perez, o aumento dos custos tem impacto sobre os imóveis, mas as empresas tentam evitar o repasse imediato ao consumidor.

“A construção civil vem enfrentando um cenário de pressão sobre os custos de produção, resultado da combinação de diversos fatores, como o aumento dos preços dos insumos, as oscilações no mercado de commodities, os reajustes dos combustíveis e dos custos logísticos, além da valorização da mão de obra especializada. Esse movimento é refletido no Índice Nacional da Construção Civil [INCC], que voltou a apresentar aceleração”.

O empresário explica que as construtoras buscam ganhos de produtividade para reduzir o impacto dos reajustes.

“É importante destacar, porém, que o setor não repassa automaticamente esses aumentos ao consumidor. Antes disso, as empresas buscam continuamente ganhos de eficiência, por meio de planejamento, inovação, industrialização dos processos construtivos, uso de tecnologia e uma gestão cada vez mais rigorosa das obras, para absorver parte desses custos”, analisa.

“Entretanto, quando esse cenário de pressão se mantém por um período prolongado, parte desse aumento acaba sendo incorporada ao preço final dos imóveis. Isso é necessário para preservar a viabilidade econômica dos empreendimentos, manter a qualidade das construções e garantir que novos projetos continuem sendo lançados”, completa Perez.

HABITAÇÃO

Além das grandes obras de infraestrutura e industriais, o mercado imobiliário de MS tem no programa Minha Casa, Minha Vida outro importante vetor de crescimento.

Segundo Perez, entre 2023 e 2025, foram contratadas mais de 30 mil unidades habitacionais no Estado, a maior parte em Campo Grande, onde os investimentos chegaram perto de R$ 2 bilhões.

“Outro aspecto relevante é o volume de investimentos que o programa atrai. Entre 2023 e 2025, foram contratadas mais de 30 mil unidades habitacionais em Mato Grosso do Sul, sendo a maior parte em Campo Grande, com investimentos próximos de R$ 2 bilhões somente na Capital. Isso demonstra a importância do programa tanto para as famílias quanto para o desenvolvimento”.

Apesar dos juros elevados, dos custos de produção e das dificuldades relacionadas ao crédito, a CBIC mantém a previsão de crescimento de 1,2% para a construção civil neste ano.

Para a economista da CBIC, a construção demonstra capacidade de crescimento mesmo diante de um ambiente econômico mais difícil.

“Os juros elevados e o aumento dos custos continuam limitando um avanço mais forte da construção, mas temos, por outro lado, um mercado de trabalho que segue positivo, obras de infraestrutura ganhando ritmo mais forte e os efeitos dos lançamentos imobiliários dos últimos anos. São fatores que ajudam a sustentar a atividade e, por isso, mantemos nossa expectativa de crescimento de 1,2% para a construção em 2026”, afirma Ieda.

LOTERIAS

Resultado da Timemania de ontem, concurso 2442, terça-feira (15/09): veja o rateio

A Timemania realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e aos domingos; veja quais os números sorteados no último concurso

16/09/2026 08h16

Confira o rateio da timemania

Confira o rateio da timemania Foto: Reprodução

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2442 da Timemania na noite desta terça-feira, 15 de setembro de 2026. A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 14 milhões.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 94 apostas ganhadoras (R$ 2.005,24)
  • 4 acertos - 2.040 apostas ganhadoras (R$ 10,50)
  • 3 acertos - 20.152 apostas ganhadoras (R$ 3,50)

Time do Coração

  • BRASILIENSE /DF - 5.127 apostas ganhadoras (R$ 8,50)

Confira o resultado da Timemania de ontem!

Os números da Timemania 2442 são:

  • 58 - 80 - 42 - 75 - 47 - 40 - 26
  • Time do Coração: 22 - Brasiliense (DF)

O sorteio da Timemania é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Timemania 2445

Como a Timemania tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 17 de setembro, a partir das 20 horas (horário local), pelo concurso 2445. O valor da premiação está estimado em R$ 14,3 milhões.

Para participar dos sorteios da Timemania é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,50 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 10 dente as 80 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de três a sete números, ou o time do coração;

Como jogar a Timemania

A Timemania é a loteria para os apaixonados por futebol. Além de o seu palpite valer uma bolada, você ainda ajuda o seu time do coração.

Você escolhe dez números entre os oitenta disponíveis e um Time do Coração. São sorteados sete números e um Time do Coração por concurso. Se você tiver de três a sete acertos, ou acertar o time do coração, ganha.

Você pode deixar, ainda, que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9, ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 10 dezenas, a probabilidade de acertar sete números ganhar o prêmio milionário é de 1 em 26.472.637, segundo a Caixa.

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LOTERIAS

Resultado da Quina de ontem, concurso 7118, terça-feira (15/09): veja o rateio

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda a sexta-feira, e aos domingos; veja quais os números sorteados no último concurso

16/09/2026 08h14

Confira o rateio da Quina

Confira o rateio da Quina Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 7118 da Quina na noite desta terça-feira, 15 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 35 milhões.

Premiação

  • 5 acertos - 1 aposta ganhadora (R$ 34.072.521,02)
  • 4 acertos - 280 apostas ganhadoras (R$ 2.440,48)
  • 3 acertos - 10.699 apostas ganhadoras (R$ 60,82)
  • 2 acertos - 180.773 apostas ganhadoras (R$ 3,60)

Confira o resultado da Quina de ontem!

Os números da Quina 7118 são:

  • 11 - 03 - 01 - 70 - 10

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 7119

Como a Quina seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 16 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 7119. O valor da premiação está estimado em R$ 600 mil.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda a sexta-feira, às 20h e aos domingos, às 10h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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