Economia

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Moedas digitais: especialista esclarece dez mitos e verdades sobre esse investimento

Depois de boom em 2007, há muitas dúvidas pairando no ar sobre as criptomoedas

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Muitas pessoas descobriram o que são moedas digitais quando uma delas, a bitcoin, virou febre em meados de 2017. 

Na época, uma única unidade chegou a valer quase R$ 20 mil. 

Contudo, alguns meses depois, as cotações começaram a despencar, enchendo potenciais investidores de dúvidas.

Para quem ainda investe nesse nicho, as criptomoedas ainda são consideradas o “ouro do século XXI”. 

 

Nesta semana, o CEO da Tesla, Elon Musk, disse em uma conversa na rede social Clubhouse que a bitcoin está “à beira de obter uma boa aceitação por pessoas de finanças tradicionais”. 

Com isso, a moeda disparou e teve alta de 5,7%.

Será que é seguro aplicar dinheiro em bitcoins ou qualquer outra moeda digital?

João Marco Cunha, gestor de portfólio da Hashdex, uma das maiores empresas especializadas em investimentos em moedas digitais no Brasil, esclareceu ao Correio do Estado algumas verdades e mitos sobre o tema. 

SÃO INVESTIMENTOS INSEGUROS: MITO

Por terem baixa correlação com os ativos tradicionais, é possível alocar uma parcela bem dosada do portfólio em cripto sem aumentar ou, até mesmo, diminuindo seu risco total, diz Cunha. 

INVESTIR EM MOEDA DIGITAL É APOSTAR EM BITCOIN: MITO

Existem várias moedas digitais. Além de mais famosa, a bitcoin é considerada a maior e mais importante, porém “existem outras que se propõem a resolver problemas totalmente diferentes”, afirmou o gestor de portfólio.

MOEDAS DIGITAIS SÃO ILEGAIS: MITO

Não existe nada na legislação que vede o investidor de aplicar seu dinheiro nas criptomoedas. “Prova disso é que quando o governo dos Estados Unidos apreendem criptoativos, eles os leiloam”, afirma Cunha.

AS TRANSAÇÕES SÃO IRREVERSÍVEIS: VERDADE

Uma vez que a operação é registrada, não há como voltar atrás. Assim como qualquer outro investimento, é preciso pesar os riscos, vantagens e desvantagens em escolhê-lo como aplicação.

MOEDAS DIGITAIS SÃO PIRÂMIDES: MITO

Houve, de fato, muitos esquemas fraudulentos no passado que utilizaram a fachada de criptoativos para atrair vítimas mas os verdadeiros investimentos não são realizados desta forma.

O RETORNO É BAIXO: MITO

Como todo investimento, as criptomoedas têm altos e baixos. “Muitos, porém, apresentam retornos superiores às classes tradicionais, mesmo quando ajustados para o nível de volatilidade dos mesmos”, disse o gestor da Hashdex.

POSSO USAR PARA COMPRAS ONLINE: VERDADE

Há alguns estabelecimentos que aceitam pagamentos em bitoins ou outras moedas digitais. Segundo Cunha, até mesmo alguns estabelecimentos físicos recebem em criptomoedas, o que significa que Elon Musk pode, de fato, estar certo. 

A MELHOR É O BITCOIN: MITO

Estra é a mais antiga e testada moeda digital, diz Cunha. Porém, existem outras. Não há como dizer que a bitcoin é melhor que as demais devido às diferenças entre elas.

INVESTIMENTOS EM MOEDAS DIGITAIS SÃO RASTREÁVEIS: VERDADE

Todas as transações feitas nas redes das principais criptomoedas são totalmente rastreáveis. “A não rastreabilidade é exceção”, diz Cunha.

POSSO COMEÇAR COM POUCO DINHEIRO: VERDADE

As criptomoedas são divisíveis em frações muito pequenas e, consequentemente, baratas. Além disso, existem fundos que aceitam aplicações a partir de 500 reais.

Concurso

CNU 2025: nova lista abre segunda chamada para vagas remanescentes

Medida foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial

01/03/2026 11h00

Segunda chamada de aprovados interessados no Concurso foram abertas na sexta-feira

Segunda chamada de aprovados interessados no Concurso foram abertas na sexta-feira Arquivo/Correio do Estado

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou nesta sexta-feira a atualização das listas de classificação da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025).

Com a retirada dos candidatos que não manifestaram desejo de continuar no processo, um novo grupo foi convocado para a segunda rodada de confirmação de interesse nas vagas imediatas.

A lista dos novos convocados está publicada no Diário Oficial da União e não traz os nomes dos candidatos. Para consultar é necessário o número de inscrição para cada cargo e especialidade.

Também constam na publicação a nota final ponderada do candidato, a ordem de classificação na ampla concorrência ou modalidades de reserva de vagas (pessoas com deficiência, pessoas negras, indígenas e quilombolas) e a situação no cargo, ou seja, se o candidato foi aprovado em vaga imediata, por conversão, em

Interesse

O prazo para confirmação de interesse pelos novos convocados começa neste sábado (28) e vai até o dia 2 de março. No dia 6 de março haverá nova atualização e, caso necessário, uma terceira convocação de manifestação de interesse terá início, com prazo para confirmação entre 7 e 9 de março.

A confirmação deve ser realizada na área do candidato, no site da Fundação Getúlio Vargas, para o cargo em que constar a classificação em vaga imediata.

Quando não há confirmação, o candidato é eliminado do processo de concorrência ao cargo para o qual foi convocado e também dos de menor preferência, mas segue concorrendo aos cargos de maior preferência.

As listas definitivas de classificação em vagas imediatas e cadastro reserva estão previstas para publicação em 16 de março.

Segunda edição

Com a oferta de 3.652 vagas em 32 órgãos federais, a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado teve 761.528 inscritos em 4.951 municípios. As provas foram aplicadas em outubro e dezembro de 2025, para nove blocos temáticos, nos quais foram distribuídas 3.144 vagas de nível superior e 508 de nível intermediário.  

Clima agro

Previsão de trimestre quente e seco pode impactar produção agrícola no Estado

A previsão climática até o mês de maio indica temperaturas acima da média histórica em MS e chuvas irregulares

01/03/2026 10h00

Chuvas irregulares e calorão podem impactar safra de soja e milho

Chuvas irregulares e calorão podem impactar safra de soja e milho FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul deve passar pelo próximo trimestre com chuvas irregulares e temperaturas acima da média histórica. Essa condição, além de trazer riscos à saúde devido a variação de temperatura, acende alerta para o setor agropecuário, podendo impactar a produção agrícola. 

A tendência climática para os meses de março, abril e maio de 2026 aponta para volumes de chuva abaixo do normal em grande parte do Estado e altas temperaturas, segundo a previsão meteorológica divulgada pelo Centro de Monitoramento de Tempo e Clima (Cemtec). 

Historicamente, o trimestre registra entre 200 e 400 milímetros de chuva na maior parte do território sul-mato-grossense, podendo chegar a até 500 milímetros nas regiões sul e sudoeste. Neste ano, porém, a tendência predominante é de volumes inferiores à média e com distribuição irregular, aumentando o risco de períodos secos prolongados. 

A redução das chuvas deve vir acompanhada de temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que, normalmente, varia entre 22ºC e 26ºC. 

A combinação de calor e déficit hídrico pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras e reduzir os níveis de rios e reservatórios. 

Impactos no campo

A irregularidade das chuvas é um ponto que pode causar preocupação aos produtores rurais de Mato Grosso do Sul, já que o cenário pode provocar desenvolvimento desigual das lavouras e até perda em algumas regiões. 

Segundo a Aprosoja/MS, o trimestre de março a maio corresponde à fase final da colheita de soja em diversas regiões do Estado, além do avanço da segunda safra de milho. 

“A irregularidade das chuvas exige atenção redobrada dos produtores, principalmente quanto ao manejo, planejamento de colheita e condições de tráfego nas estradas rurais. Temperaturas mais elevadas também podem influenciar o desenvolvimento das lavouras e aumentar a demanda hídrica das culturas, fator que deve ser acompanhado de perto pelos produtores”, aponta o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena.

A variação no regime de chuvas dificulta o planejamento agrícola e pode comprometer a produtividade, principalmente nas lavouras que dependem de precipitações regulares para completar o ciclo de desenvolvimento. 

Outro risco é para as culturas de inverno, que podem ser diretamente afetadas pela menor quantidade de água no solo. De acordo com o Cemtec, a previsão meteorológica indica que o déficit hídrico pode comprometer o desenvolvimento dessas culturas caso o padrão previsto de chuva abaixo da média se confirme. 

Impactos gerais

A agricultura não é a única a ser afetada com as condições esperadas. O trimestre mais quente e seco tende a elevar a demanda por energia elétrica e aumentar o risco de queimadas, especialmente em períodos de baixa umidade do ar. 

Além disso, há a possibilidade de efeitos sobre a saúde pública, com o aumento de chance de doenças respiratórias associadas ao tempo seco. 

Alguns cuidados indicados para os efeitos da baixa umidade do ar separados pelo Correio do Estado são:

  • Mantenha uma alimentação sustentável e nutritiva, optando por alimentos frescos, sustentáveis e saudáveis;
  • Mantenha o corpo hidratado, mesmo quando não sentir sede;
  • Pratique exercícios regularmente, eles ajudam a fortalecer a resiliência do corpo, mas evite horários mais pesados, como as 10h às 16h;
  • Proteja-se contra os efeitos dos raios UV, evitando exposição exagerada ao sol;
  • Cuide do bem-estar mental através de práticas que auxiliem o gerenciamento da ansiedade e da depressão, como ioga, meditação e atividades físicas.
  • Mantenha um pano ou toalha molhada em ambientes fechados para aliviar a sensação de seca;
  • Se possível, abuse do uso de umidificadores do ar, com ou sem essências auxiliadoras do tratamento nasal.

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