Economia

TERENA E DOUTOR

Estado tem o primeiro doutor indígena formado em instituição local

Da etnia Terena, Carlos defendeu neste ano sua tese de doutorado

DA REDAÇÃO

29/05/2016 - 07h00
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Se na infância ele precisou sair da sua aldeia (ainda sem escola) para estudar na cidade, hoje Antônio Carlos Seizer da Silva trabalha para mudar a realidade das comunidades indígenas do Estado: preparando novos professores para atuar dentro das aldeias, mas também nas universidades, representando a cultura de seu povo. Aos 33 anos, ele é o primeiro indígena de Mato Grosso do Sul a concluir o doutorado em uma universidade do Estado.

“O meu grande interesse sempre foi mudar a formação dos professores. Eu acredito que é possível (e preciso) que a formação não seja só a partir do saber não-indígena. Que não seja uma cópia do ensino das escolas nas cidades. E para isso ser diferente é preciso que tenhamos professores indígenas nas faculdades, na formação desses novos professores que vão atuar nas escolas das aldeias”, explica. 

Da etnia Terena, Carlos defendeu neste ano a tese de doutorado intitulada “Kalivôno Hikó Terenôe: sendo criança indígena terena no século XXI – vivendo e aprendendo nas tramas das tradições, traduções e negociações”, no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) do Mestrado e Doutorado da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). “Muitas pessoas falam que se você tem internet, televisão e outros aparelhos é porque você está perdendo a cultura, mas não é isso. Na verdade, você está reelaborando sua cultura”, esclarece.

*Reportagem de Paula Vitorino está na edição de hoje (29) do Jornal Correio do Estado

VÍRUS

Mercado do boi gordo mantém alta após gado chinês contrair febre aftosa

Os animais infectados foram abatidos e as áreas foram desinfectadas para conter o avanço da doença. A China é um dos principais destinos da carne exportada por Mato Grosso do Sul

02/04/2026 19h45

Vacinação contra a febre aftosa

Vacinação contra a febre aftosa Foto: Arquivo/Correio do Estado

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A China encontrou o vírus da febre aftosa entre um rebanho bovino nas regiões de Gansu e Xinjiang. Ao todo, 219 animais foram infectados com a doença, em dois grupos que, somados, têm mais de 6 mil cabeças de gado.

O abate dos animais afetados e a desinfecção das áreas foram algumas das medidas adotadas imediatamente pelos chineses para conter o avanço da febre aftosa.

Entre os bovinos infectados, o diagnóstico apontou a presença do sorotipo SAT1, ainda não registrado anteriormente no país. Segundo especialistas, a principal preocupação é neste ponto da ausência de proteção vacinal, pois esse vírus não faz parte da vacina que a China possui.

Febre aftosa

A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa e às vezes fatal, reduzindo a produtividade do rebanho -ataca animais com casco fendido, principalmente bovinos, suínos, ovinos e caprinos. Mas não apresenta perigo para humanos.

A China reportou um surto em porcos na província central de Hubei, no mês passado. O rebanho de suínos da China é geralmente afetado por doenças, incluindo a doença da orelha azul, um problema particular em 2008 que levou à escassez de carne de porco e a um aumento dos preços da carne.

Mercado do boi gordo

Com os fatos noticiados, o mercado do boi gordo volta a ter elevação nos preços da arroba. Com a dificuldade na aquisição dos bovinos, as escalas de abate se mantêm encurtadas. 

O preço médio do boi gordo, registrado nesta quinta-feira, em Mato Grosso do Sul, foi de R$ 356,36, enquanto que ontem (1) foi de R$ 351,93.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, em entrevista ao Canal Rural, disse que o caso na China deve manter o alerta ligado.

"Se for apenas um caso isolado não haverá grandes alterações em relação a dinâmica já estabelecida em torno das exportações. A China pode se tornar mais presente no contexto da importação se a doença se alastrar pelo país a ponto de prejuidicar de maneira mais incisiva o rebanho, o que por enquanto não parece ser o caso", concluiu o analista.

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Economia

Nosso ajuste fiscal é na linha gradativa e constante, caminho está dado, diz Ceron

Segundo ele, o país está no caminho para gerar superávit primário

02/04/2026 19h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou nesta quinta-feira, 2, em entrevista à CNN Brasil que a linha do governo para o ajuste fiscal é gradativa e constante. O cuidado com as despesas obrigatórias seria a questão nº 1 para o governo.

"A nossa linha do ajuste fiscal é um ajuste gradativo e constante. Então ele tem que ir melhorando ano a ano. Nós estamos fazendo isso e vamos continuar", afirmou.

Segundo ele, o país está no caminho para gerar superávit primário, mas é preciso seguir até alcançar 1% ou 1,5% do PIB de superávit para ver a trajetória da dívida se estabilizando.

"O caminho está dado, é muito claro. Tem que continuar recuperando o fiscal, atividade econômica continua tendo um bom desempenho. Então é só continuar fazendo o que está dando certo que as coisas vão ficar bem", declarou.

Ele disse que o vice-presidente Geraldo Alckmin está certo em dizer que é preciso intensificar o ajuste fiscal em 2027. Ceron afirmou que o cuidado com a despesa obrigatória é prioridade e que há consenso no governo quanto à necessidade de medidas para moderar esse crescimento de despesas obrigatórias.

"A gente tem que cuidar de reformas que garantam a elevação da poupança de longo prazo, um olhar sempre contínuo de revisão e de olhar para o sistema previdenciário, ainda tem muitas distorções", completou.

Sobre a chamada "taxa das blusinhas", Ceron disse que é um assunto complexo, mas que merece um olhar cuidadoso porque a medida foi importante para preservar empregos e setores que eram afetados por uma concorrência desleal.


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