Economia

ALTERNATIVA

Hospedagem 'cama e café' será uma opção na Copa

Hospedagem 'cama e café' será uma opção na Copa

AGÊNCIA BRASIL

13/01/2014 - 00h00
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As 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 estão sendo estimuladas pelo Ministério do Turismo a investir em hospedagens alternativas para receber os turistas nacionais e estrangeiros que irão visitá-las durante o torneio. Entre essas alternativas, está o sistema “cama e café”, oferecido geralmente em residências particulares, que fornecem ao hóspede uma cama para o pernoite e uma refeição na manhã seguinte, por um preço inferior ao da hotelaria convencional.

Em Brasília, que sediará sete jogos do torneio, já existem 325 residências cadastradas nesse sistema, e está sendo preparado um camping com capacidade para receber cerca de 450 pessoas. O Rio de Janeiro acelerou ações para receber turistas em cruzeiros e já conta com uma rede especializada de “cama e café”, adaptação brasileira do sistema bed and breakfast, de origem irlandesa, em que o visitante se hospeda na casa de um habitante local.

O Ministério do Turismo criou até um link para divulgar a modalidade, dentro do site hospitalidade.turismo.gov.br - em que são encontradas descrições e fotos das acomodações e dos “anfitriões”, como são chamados os proprietários dos imóveis. No site, há um link para a página da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, que lançou o Programa de Hospedagem Alternativa Cama e Café.

A proposta, segundo a secretaria, “é ampliar os meios disponíveis de hospedagem para atender ao público diversificado que procura a capital federal como destino turístico, possibilitando ainda a integração direta dos moradores com a atividade que gera empregos e renda para todo o Distrito Federal”. Há residências que oferecem hospedagem com cama e café em apartamentos nas asas Sul e Norte (alguns dos principais bairros de Brasília) e até mesmo em residências às margens do Lago Paranoá.

Um comerciante de 33 anos, que mora com a mãe e uma irmã, por exemplo, “possui fluência no inglês e é fumante”, está oferecendo “apartamento, com um quarto para aluguel, com cama de casal”. O serviço inclui também, entre outros, ar condicionado, TV a cabo, banheiro, computador com internet e estacionamento externo.

Segundo o Ministério do Turismo, a expectativa de demanda total por hospedagem para a Copa de 2014 alcança 540 mil visitantes estrangeiros e 1,86 milhão de turistas nacionais. Na Copa das Confederações, o público geral se dividiu assim, em termos de hospedagem: 58,4% em hotéis e similares, 37,1% em casa de amigos e 3,8% em apartamentos e casas alugadas, conforme pesquisa do Ministério do Turismo. Na Copa do Mundo, em 2010, na África do Sul, a procura por cama e café alcançou 10%.
Em relação à hotelaria convencional, uma das vantagens do sistema “cama e café” é o ambiente familiar, sem os rigores dos hotéis tradicionais. Por isso, “pode ser mais acolhedor e hospitaleiro, além da possibilidade de convivência com os hábitos e cultura dos moradores do lugar”, ressalta o Ministério do Turismo.

É o que promete a anfitriã de uma casa de Santa Teresa, no Rio de Janeiro – onde será disputada a final da Copa do Mundo – a R$ 130,00: “A casa é agradável, espaçosa, com sala, área externa, duas redes na varanda. Localizada próxima ao Largo do Guimarães, centro cultural do bairro, a casal tem wi-fi, cozinha de uso coletivo e disponibiliza serviços de lavanderia e, eventualmente, de alimentação”.

As hospedagens alternativas serão uma opção para brasileiros e estrangeiros. Do total de visitantes internacionais (5,67 milhões) que estiveram no país em 2012, conforme o Ministério do Turismo, estima-se que quase a metade (44,2%), ou seja, 2,5 milhões, escolheram esse tipo de hospedagem durante sua estada no país. Os albergues e campings (4,9%) abrigaram 278,1 mil estrangeiros, as casas alugadas (11,9%) mais 675,4 mil e as casas de amigos e parentes (27,9%), 1,58 milhão de visitantes.

DESENVOLVIMENTO RURAL

Extra Leite deve pagar até R$ 0,30 por litro e impulsionar produtividade em MS

Programa do governo estadual entra em fase de implantação ainda neste mês e deve aumentar a renda de produtores rurais no Estado

16/04/2026 14h15

Governador Eduardo Riedel durante coletiva na Acrissul, onde apresentou resultados de programas do setor produtivo e detalhou o impacto do Extra Leite

Governador Eduardo Riedel durante coletiva na Acrissul, onde apresentou resultados de programas do setor produtivo e detalhou o impacto do Extra Leite Marcelo Victor

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O governo de Mato Grosso do Sul deve iniciar, ainda neste mês, a operacionalização do Subprograma Extra Leite, iniciativa que promete impulsionar a produtividade, melhorar a qualidade do leite e aumentar a renda de produtores rurais no Estado. Durante coletiva de imprensa na Acrissul, o governador Eduardo Riedel destacou que o incentivo financeiro pode variar entre R$ 0,20 e R$ 0,30 por litro produzido.

Segundo o governador, o impacto do programa será medido a partir da adesão dos produtores e do cumprimento dos critérios estabelecidos. “A gente vai mensurar isso a partir do início do programa, em termos de volume de produtores, de cooperativas cadastradas e do atendimento das demandas”, afirmou.

Riedel ressaltou que o Extra Leite integra uma estratégia mais ampla de transformação da produção agropecuária em Mato Grosso do Sul. “Os incentivos servem justamente para transformar a cultura, sistemas e modelos produtivos. A gente já vê os resultados aparecendo e a mobilização dos sistemas produtivos em torno dessa melhoria”, disse.

O programa também está alinhado a metas ambientais do Estado. De acordo com o governador, a adoção de sistemas mais eficientes contribui diretamente para a redução de emissões. “É uma somatória em torno de eficiência, produtividade e sustentabilidade, impactando inclusive na nossa meta de carbono neutro até 2030”, pontuou.

Cadeia leiteira em foco

O Extra Leite é desenvolvido em parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), com o objetivo de fortalecer e modernizar a bovinocultura leiteira.

A proposta prevê incentivo financeiro aos produtores que adotarem boas práticas de produção, cumprirem exigências sanitárias, ambientais e trabalhistas e alcançarem padrões de qualidade do leite.

Entre os principais objetivos estão o aumento da produção e da produtividade, a melhoria da qualidade do produto e o estímulo à eficiência nas propriedades rurais.

Regras para participação

Podem participar produtores que atendam às normas sanitárias e forneçam leite para indústrias no Estado. Para acessar o incentivo, é necessário cumprir critérios obrigatórios, como:

  • Cadastro Ambiental Rural (CAR);
  • Assistência técnica regular;
  • Produção mínima de 100 litros por dia;
  • Conformidade com normas do Ministério da Agricultura;
  • Regularidade fiscal, trabalhista, sanitária e ambiental.

Também há critérios complementares, como índices de qualidade do leite, incluindo gordura, proteína, contagem bacteriana e células somáticas e adoção de práticas sustentáveis.

Caso o produtor não atenda a algum requisito, perde o acesso ao benefício naquele período, podendo retornar após se adequar.

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Tempo curto

Riedel diz que enfrenta 'corrida contra o tempo' para garantir empréstimo de R$ 1,2 bilhão

O montante será destinado à revitalização e manutenção de 730 km de rodovias estaduais, mas concessão deve ser assinada pela Casa Civil até o dia 20, véspera de feriado

16/04/2026 14h00

Riedel diz que está confiante pela concessão do empréstimo pela Casa Civil mesmo com prazo curto

Riedel diz que está confiante pela concessão do empréstimo pela Casa Civil mesmo com prazo curto FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, afirmou em coletiva nesta quinta-feira (16) que o prazo para assinatura do empréstimo estimado em R$ 1,2 bilhão é curto, resultando em uma "corrida contra o tempo". 

"O aceite do governo federal foi feito ontem, e a gente tem até o dia 20 para assinar o contrato. Então, nós estamos assim: dia 20 é segunda-feira e é feriado. Então, estamos na corrida contra o tempo. Por isso, fiquei lá em Brasília e fui para o Senado pessoalmente, para que ontem mesmo fosse aprovado", afirmou Riedel. 

O montante, avaliado em US$ 200 milhões, foi autorizado na tarde da última quarta-feira (16) pelo Senado Federal, a partir de um financiamento com o Banco Mundial (Bird).

Esse recurso será destinado à recuperação de 730 quilômetros de rodovias nos municípios de Jateí, Naviraí, Iguatemi, Eldorado, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Nova Andradina, Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Taquarussu, Água Clara, Três Lagoas, Inocência e Paranaíba, bem como a manutenção da via por 10 anos. 

Mesmo tendo sido aprovado pelo Senado, Riedel explicou que o recurso ainda não está garantindo, precisando ser aprovado também pela Procuradoria-Geral Federal e pelo Tesouro Nacional, o que deixa o prazo mais apertado para a concessão do valor. 

"O próximo passo é a PGF e o Tesouro Nacional enquadrarem e aprovarem, mas só temos dois dias para isso e depois é sábado e domingo. O Banco Mundial não tem problema, eles disseram que assinam sábado, domingo, feriado, mas só temos dois dias para a PGF  e o Tesouro darem o acordo. Então, ainda não está garantido esse recurso, a gente precisa dessa aprovação, mas eu tenho muita esperança". 

Para Riedel, a concessão do empréstimo para a manutenção das rodovias estaduais deve ajudar a aliviar a situação fiscal de Mato Grosso do Sul, que passa por um momento de corte de gastos. 

"A situação fiscal do Estado é momentânea, é desse ano. A gente tem uma série de causas que trouxeram até aqui e aí é continuar fazendo um trabalho responsável para manter o equilíbrio fiscal. Eu não tenho dúvida que isso é passageiro. A economia está crescendo muito acima da média, mais que o dobro do PIB nacional, só que isso não se traduz em receita para o Estado, até porque a gente manteve uma carga tributária baixa, a mais baixa do Brasil. Mas eu não tenho dúvida nenhuma que isso reverte e muda com o avanço de mudanças do sistema tributário que estão acontecendo". 

Concessão do Senado

O recurso, mais US$ 50 milhões (R$ 250 milhões) de contrapartida estadual, vai ser usado para recuperar 730 quilômetros de rodovias e manter por 10 anos essas estradas em boas condições.

O texto só foi apreciado ontem (15) porque na noite de terça-feira o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que incluiria a matéria na pauta em razão de sua urgência em ser votada precisava ser aprovada até o dia 20 e atendendo ao pedido do governador Eduardo Riedel (PP) e do senador Nelsinho Trad (PSD).

Responsável por destravar a análise do Senado, o senador Nelsinho Trad disse que o crédito estava em risco por prazo.

"Por isso, nós agimos. Quero agradecer a sensibilidade do presidente do Senado, que entendeu a urgência e permitiu que a matéria viesse direto ao plenário. Foi uma decisão correta, que garantiu ao Mato Grosso do Sul não perder esse financiamento", argumentou.

Relatora do projeto, a senadora Tereza Cristina (PP) explicou que a primeira coisa que desejava destacar é que a análise desse financiamento só chegou ontem ao Senado porque o governo do Mato Grosso do Sul demonstrou capacidade de pagamento e de honrar seus compromissos financeiros, o que é resultado direto da responsabilidade do governo de Riedel com a gestão das contas públicas.

"O mesmo devo dizer em relação ao fato de o governo federal ser avalista deste empréstimo externo. Apenas estados ou municípios com equilíbrio fiscal têm acesso a este tipo de crédito. O aval da União, já concedido, foi obtido porque Mato Grosso do Sul é um pagador confiável, com suas finanças em ordem", frisou. 

De acordo com ela, a concessão do aval da União só foi possível em razão do equilíbrio fiscal de Mato Grosso do Sul e à sua credibilidade como bom pagador. 

A autorização para contratação do empréstimo terá validade de até 540 dias, período em que o governo estadual deverá formalizar os trâmites necessários para viabilizar os investimentos.
 

Colaborou Daniel Pedra

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