Economia

Reoneração

Litro do óleo diesel sobe R$ 0,11 com a volta dos impostos federais

PIS/Cofins estão atualmente zerados e voltam a incidir nos preços dos combustíveis fósseis a partir de amanhã

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O óleo diesel volta a subir em todo o País a partir de amanhã. Desta vez, o combustível, que já vem sofrendo forte pressão do mercado, será reajustado por causa da reoneração dos tributos federais.

No Estado, o aumento será de R$ 0,11 por litro do combustível fóssil, conforme o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS).

O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) estão com a incidência zerada para o óleo diesel. O retorno da cobrança dos tributos será de forma gradativa, sendo R$ 0,11 já nesta semana e mais R$ 0,02 em outubro.

A definição da data de retomada ocorreu em reunião realizada entre representantes das distribuidoras, a Petrobras e a Acelen, empresa de energia, gestora da Refinaria de Mataripe, na semana passada. 
No Estado, o reflexo será imediato, conforme indica o diretor-executivo do Sinpetro-MS, Edson Lazarotto.

"O retorno será com efeitos imediatos, tanto nas distribuidoras como nas refinarias, pois, por se tratar de impostos, são automaticamente inseridos nas notas fiscais", detalha.

O representante do setor do comércio de combustíveis destaca também que o valor adicionado a cada litro de óleo diesel será o mesmo para todo o País. "Esse aumento equivale para o consumidor algo em torno de 1,7%", diz Lazarotto.

A reoneração foi incluída na Medida Provisória (MP) nº 1.175/2023, que instituiu a possibilidade de redução de impostos sobre a compra de veículos novos. A retomada antecipada da cobrança bancará o benefício, que já teve todo o orçamento consumido. A cobrança da alíquota cheia de PIS/Cofins, de R$ 0,35 por litro, está prevista para janeiro de 2024.

IMPACTO

Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que, no período de 27 de agosto a 2 de setembro, o litro do diesel comum custou, em média, R$ 6,19 em Mato Grosso do Sul, sendo comercializado entre R$ 5,85 e R$ 7,19. Com o novo aumento, a versão comum do combustível fóssil deve ficar entre R$ 5,96 e R$ 7,30.

Já o litro do diesel S10 era comercializado pelo valor mínimo de R$ 5,89 e máximo de R$ 7,28. Ao somar a reoneração de PIS/Cofins, o derivado do petróleo deve variar entre R$ 6,00 e R$ 7,39 nos postos de combustíveis do Estado. O valor médio encontrado pela ANP para o produto neste período foi de R$ 6,20.

Ainda de acordo com informações da ANP, o diesel registra aumento há pelo menos quatro semanas seguidas nos postos de todo o Estado. Entre a penúltima semana de julho e a primeira de agosto, por exemplo, o valor médio do litro do óleo diesel comum subiu de R$ 4,58 para R$ 6,12, em média. 

Diante do retorno das alíquotas federais, o economista Marcio Coutinho destaca que a ação terá como efeito direto o aumento dos preços dos combustíveis e também reflexo na inflação, uma vez que deve pressionar a média do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

"O óleo diesel mais caro vai influenciar todo o processo, toda a cadeia e logística que envolve o combustível, como é o caso do transporte, e consequentemente impactará o consumidor", destaca.
Coutinho explica que o efeito cascata ocorre porque a maioria dos produtos é transportada em caminhões que utilizam o combustível fóssil. 

"Esse custo obviamente será repassado na ponta, ou seja, para o consumidor final e, por fim, repercutir em uma inflação mais alta no próximo período", detalha o economista.

O doutor em Economia Michel Constantino complementa salientando que haverá, indiretamente, aumento da arrecadação do governo federal, "o que em teoria contribui para o equilíbrio das contas públicas".

A advogada tributarista Raiana Barbosa esclarece que tanto Pis quanto Cofins são contribuições sociais, e como tal deveriam ser vinculados a uma finalidade específica. 

Ela ainda acrescenta que as contribuições incidem desde a refinaria e por isso são repassadas automaticamente para o consumidor, ou seja, ao retomar a cobrança dos tributos, haverá aumento do valor do produto.

"A retomada da cobrança dos tributos é natural, a medida de desoneração era paliativa e visava dar fôlego momentâneo aos cidadãos. Porém, é necessário alertar que os consumidores vão sentir o aumento em outros setores, uma vez que, ao subir o valor do óleo diesel, o transporte rodoviário fica mais caro, o frete encarece e, consequentemente, tudo aquilo que precisa ser transportado tem os preços reajustados", reitera a tributarista ao Correio do Estado. 

TRIBUTOS

Conforme publicado na edição de 26 de junho do Correio do Estado, os tributos federais (PIS/Cofins) voltaram a incidir sobre a gasolina e o etanol a partir 1º de julho. Na época, os valores do litro da gasolina e do etanol ficaram, respectivamente, R$ 0,34 e R$ 0,22 mais caros.

Com o retorno total dos impostos, os quais já haviam sido reonerados parcialmente em março, a gasolina voltou a ficar acima de R$ 5 e o etanol acima de R$ 4.

Tendo como referência o óleo diesel, vale destacar que a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) já alertou que há mais um aumento previsto para outubro.

Em maio, a Petrobras anunciou uma nova política de preços, a qual dava fim à paridade internacional de importação (PPI), alteração que vem pressionando os preços no mercado nacional.

agricultura

El Niño pode contribuir para derrubar produções no sul de Mato Grosso do Sul

Por causa do período de maior impacto do fenômeno, que vai de setembro a dezembro, o maior risco é para lavouras de soja e algodão

12/10/2026 08h48

Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão

Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está com um acompanhamento técnico para tentar identificar possíveis impactos do El Niño nos setores do agronegócio e a análise elaborada pela Embrapa apontou que as regiões do Estado mais sensíveis para ter danos negativos estão na parte sul, principalmente no recorte que observa as produções que são feitas em Maracaju e Aral Moreira. Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão.

Com dados anteriores aos efeitos que vem alterando a intensidade e condições da chuva no Estado, algo que passou a ser sentido diretamente com o início da primavera, o boletim Casa Rural da Agricultura deste mês, elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), já identificou perdas.

A análise divulgou que a safra da soja 2026/2027 tem projeção de produção de 15,3 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,4 sacas por hectare. Nesses termos, já foi identificada uma redução de 13,2% em relação ao ciclo anterior. 

A redução da safra não é acompanhada na mesma proporção que a área de lavoura. A área destinada ao cultivo de soja é estimada em 4,87 milhões de hectares, um aumento de 5,5% com relação à safra passada.
Os estudos do Mapa consideraram analisar recorte do Centro-Oeste, colocando lupa em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

“O atraso do início da estação chuvosa poderá inviabilizar a semeadura na época mais adequada, impactando a produtividade física e a qualidade do produto. Isto é válido para a região sul de Mato Grosso do Sul e Sul de Mato Grosso. No Sul de Mato Grosso do Sul, especialmente para Maracaju e Aral Moreira, poderá haver dificuldades no processo de colheita e apodrecimento de frutos e perda da qualidade. Para a região nordeste de MS, onde a semeadura deve ser realizada em dezembro, o efeito do atraso do início da estação chuvosa deverá ser menor”, apontou a avaliação, que também sinalizou para os efeitos de altas temperaturas com ondas de calor, que gera impacto no crescimento da lavoura.

Por conta do período de maior impacto do fenômeno, que começou no fim de setembro e prossegue pelos próximos três meses, o maior risco é para lavouras de soja e algodão

PLANTIO

A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS) divulgou neste começo de outubro que o plantio da cultura alcançou 18% da área que é monitorada. No Sul, o avanço é maior (25,3%) e na região Norte, o plantio representa menos de 0,4% da área. Somente se houver uma regularização de chuvas é que esse cenário vai ser alterado.

“No Centro-Sul, a condição de umidade tem permitido uma evolução mais rápida das operações, enquanto a região Norte ainda depende de uma regularização das chuvas. Para o produtor, o acompanhamento das condições de solo e das previsões climáticas continua sendo fundamental para definir o ritmo das operações e reduzir os riscos durante a implantação da lavoura”, explicou o analista técnico da Aprosoja-MS, Lucas Santana.

De acordo com a associação, já houve identificação de excesso de precipitação de curto período nessa etapa de semeadura. Quando há essa situação, um efeito sentido é o selamento superficial do solo que causa prejuízo para a emergência das plântulas.

ALGODÃO

A Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) tem acompanhado o cenário dos efeitos do El Niño desde o período do inverno. 

“A gente já tem sentido algumas diferenças climáticas já no decorrer deste ano. O inverno, por exemplo, foi mais chuvoso”, comentou o diretor executivo da entidade, Adão Hoffmann.

Para a safra 2026/2027 do algodão, o plantio está previsto para começar em dezembro e o que os produtores estão atentos é para a ocorrência ou não de um veranico em novembro, etapa pré-plantio, e o corte de chuvas prematuro a partir de março de 2027, quando poderia ocorrer um maior impacto na lavoura. 

“Caso isso ocorra, o final do ciclo do algodão pode ser impactado. Mas ainda é precoce e são todas projeções. Não temos como ainda falar em possíveis danos. Contudo, o produtor vem tomando os devidos cuidados para correr menos risco”, completou o representante da Ampasul.

O estudo alertou que pecuaristas devem ter atenção com relação ao uso do solo por conta de excesso de chuvas em áreas do Pantanal e região central. Além disso, territórios com drenagem natural devem ser priorizados na conservação para garantir o escoamento da chuva.

“Em períodos de excesso de chuva, restringir o pastejo e o trânsito de máquinas em solos saturados. Também devem ser protegidas áreas de drenagem natural, nascentes, margens de cursos d’água e locais suscetíveis à erosão, observando-se a legislação ambiental aplicável”, contextualizou o estudo.

Como orientação, a Embrapa apontou que pecuaristas devem manter registros de chuva, produção de forragem, lotação, consumo de suplemento, peso e condição corporal para subsidiar decisões e considerar revisões do planejamento. 

MILHO

O atual período está sendo de colheita do milho na segunda safra 2025/2026, com alcance de 99,96% da área plantada. Esses dados são do Projeto Siga-MS até o dia 2 deste mês. Nesse contexto, a estimativa de produtividade passou de 122,79 sacas por hectare (aumento de 13,3% com relação ao ciclo anterior), com produção em 16,253 milhões de toneladas, o que equivale a 16,7% de crescimento na comparação com a safra 2024/2025.

“Na maior parte do Estado, a operação está encerrada. Restam apenas áreas pontuais nas regiões Sul-Fronteira e Sudoeste, que ainda seguem em processo de colheita”, informou a Aprosoja-MS.

Nas projeções para a safra 2026/2027, a Famasul avalia que pode ocorrer uma redução de 13,2% na produção em razão de diferentes fatores ambientais e também com relação ao ciclo.

 

Premiação

Aposta de Campo Grande acerta a quina da Mega-Sena e fatura R$ 26 mil

Aposta ganhadora foi realizada na Lotérica Santa Fé, na Avenida Mato Grosso. 

11/10/2026 16h45

Lotérica Santa Fé, localizada na Avenida Mato Grosso

Lotérica Santa Fé, localizada na Avenida Mato Grosso Foto: Google Street View

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Uma aposta de Campo Grande acertou a quina da Mega-Sena e faturou R$26.095,23, sorteio do concurso 3069 realizado na manhã deste domingo, 11 de outubro de 2026. A extração ocorreu às 11h (de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo. Os números sorteados foram: 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57. 

A aposta ganhadora foi realizada na Lotérica Santa Fé, na Avenida Mato Grosso. 

Premiação

  • 6 acertos - Não houve ganhadores; 
  • 5 acertos - 150 apostas ganhadoras, (R$ 26.095,23);
  • 4 acertos - 9.096 apostas ganhadoras, (R$ 709,33).

Confira o resultado da Mega-Sena de ontem!

Os números da Mega-Sena 3069 são:

  • 05 - 19 - 22 - 44 - 47 - 57

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3070

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 13 de outubro, a partir das 20 horas, pelo concurso 3070. O valor da premiação está estimado em R$ 150 milhões.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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