Mato Grosso do Sul liderou o ranking nacional na projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário, segundo a Resenha Regional do Banco do Brasil.
O desempenho no setor primário da economia no Estado chegou a 17,9%, ficando à frente de Tocantins (16,4%) e Paraná (16,1%), que também apresentaram indicadores crescentes no levantamento.
De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, a liderança de Mato Grosso do Sul no ranking nacional vem acompanhada do protagonismo da região Centro-Oeste.
“Além de MS na liderança, Mato Grosso (15,1%) e Goiás (10,7%) reforçam a região como o coração do agronegócio brasileiro, impulsionado por grandes safras, pecuária de escala e tecnologia”, afirmou.
Outros estados da região Norte, Sul e Sudeste também aparecem no ranking, todos com mais de 10% de crescimento, como o Espírito Santo (16%), Santa Catarina (15,1%), Roraima (14,6%).
“O ranking do crescimento do setor primário revela um Brasil em movimento. Todos os estados do ranking crescem em dois dígitos, indicando que 2025 tende a ser um ano excepcional para o agro brasileiro, apoiado por produtividade, inovação e competitividade internacional. O agro segue como pilar do desenvolvimento econômico do Brasil”, ressaltou o secretário.
Fonte: Reprodução MS em destaque
Como acompanhado pelo Correio do Estado, o desempenho do PIB de Mato Grosso do Sul segue em trajetória de expansão superior à da economia brasileira.
De acordo com os Cenário Regionais da Resenha Regional elaborada pelo assessoramento econômico do Banco do Brasil, enquanto o PIB nacional é projetado em 2,2%, o do Estado é estimado em 4,8%.
Os números são sustentados pelo desempenho do agronegócio e pelo desenvolvimento de cadeias industriais conectadas à demandas externas.
Em evento na Bolsa de Valores do Brasil (B3), em São Paulo, o governador do Estado, Eduardo Riedel, afirmou que “o Estado fez crescer em 2023 mais de 13% o seu PIB, e em 2025 com certeza entregará pelo menos três a quatro vezes [mais que] o crescimento do Brasil”.
Em paralelo à dinâmica setorial que favorece MS, o PIB brasileiro, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), variou apenas 0,1% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, sinalizando crescimento quase estável.
Em entrevista ao Correio do Estado, o doutor em economia Michel Constantino afirmou que, mesmo em um cenário nacional que revela falhas severas do governo federal na condução do desenvolvimento econômico, Mato Grosso do Sul segue na contramão do Brasil.
“A tarefa era ter um plano de desenvolvimento baseado em investimentos na educação, na segurança, na saúde e na economia. Falhou em todos. Sem planos, gastou dinheiro em aumento de salários, cargos, ministérios, atividades em que não somos competitivos, como navios e chips, e transferência de renda para grandes empresas”, criticou.
O resultado dessa condução, segundo Constantino, levou a um quadro inflacionário persistente, ampliando juros e comprometendo políticas fiscais que funcionavam como “travas de proteção” às contas públicas.
“Com isso, a inflação aumentou, a taxa de juros aumentou, a dívida pública explodiu e acabaram com o teto de gastos. Então, quem está na contramão [de MS] é o Brasil, o governo federal, que mais uma vez perde a oportunidade de fazer crescer a economia, melhorar a vida das pessoas e se transformar em uma potência verde, inclusiva, digital e sustentável, como fez Mato Grosso do Sul, que teve um plano claro de desenvolvimento e está na mão correta da estrada da prosperidade”.

