A pandemia teve um impacto negativo em toda a economia mundial, em alguns países com mais intensidade, em outros, com menos. Com as medidas de restrição, diversos setores foram afetados e estão tentando se restabelecer, entretanto, o mercado imobiliário de luxo se mantém aquecido com boas perspectivas de negócio para este ano.
Segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a melhora nas negociações de imóveis de médio e alto padrão garantiram ao mercado de incorporação o melhor resultado nas vendas desde maio de 2014, sendo essa uma realidade também do Estado.
Conforme o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS), Eli Rodrigues, o mercado imobiliário continua vivendo uma das suas melhores fases, mesmo com a crise sanitária.
“Os clientes esperavam um momento oportuno para comprar ou trocar um imovel que atendesse a sua necessidade de espaço e conforto. Com a pandemia, as pessoas vislumbraram essa oportunidade.
Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, de acordo com o Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi-MS), houve crescimento de 44% no número de financiamentos realizados no Estado em 2020. O mercado imobiliário surpreendeu e as vendas foram maiores do que o esperado em meio à crise, também registrando fila de espera para alguns empreendimentos.
“As incorporadoras e os loteamentos estão lançando vários produtos, já tivemos várias vendas neste ano e algumas novidades vão impulsionar ainda mais o mercado”, afirmou.
Outro motivo que influenciou no crescimento foi o financiamento imobiliário, após crescer 57,5% no ano passado, com R$ 124 bilhões liberados pelos bancos, o volume de financiamentos imobiliários deu um novo salto de 113% no primeiro trimestre de 2021 na comparação com os três primeiros meses do ano passado.
A projeção é que o setor tenha alta de mais de 20% no Brasil até 2023. Se a previsão se concretizar, o Brasil deve recuperar em 2021 o posto de maior mercado de luxo da América Latina, perdido para o México em 2014.
A corretora de imóveis Giovana Matos explica que antigamente as taxas de juros eram muito elevadas, porém as facilidades atuais fazem com que aumente a procura e venda de imóveis.
"A expectativa é de continuidade no crescimento que tivemos no ano passado no setor imobiliário, mesmo com a pandemia e o momento de incertezas, estamos em um momento positivo. A possibilidade de financiamento com taxas de juros baixas, torna mais acessível o sonho das famílias de comprar a casa própria, e acaba impulsionando a venda dos imóveis”, destacou a especialista.
A maior procura por casas e apartamentos de alto padrão aparece nos negócios fechados por imobiliárias e construtoras especializadas, aponta a corretora.
Giovana reitera que a redução das taxas de juros e as condições tendem a ampliar a confiança de quem está comprando.
“As taxas de juros, baixos rendimentos e a ampliação de crédito dos bancos por conta da pandemia, possibilitou os clientes aproveitarem o momento. Estamos em uma oportunidade interessante para investir e as pessoas estão em busca de crédito para a aquisição de imóveis para investimneto”, destacou.
Conforme o doutor em Economia Michel Constantino, mesmo com a crise em todo o País, diversos segmentos continuam em expansão, balanceando a cadeia produtiva.
“Alguns setores estão funcionando muito bem, independentemente da crise, as pessoas que possuem maior poder aquisitivo estão investindo neste momento. Se formos analisar, há pessoas que continuam ganhando dinheiro do mesmo jeito, mesmo com a situação que o País atravessa.
A economia funciona assim, temos pessoas mais ricas e outras que ainda dependem de benefícios para suprir necessidades básicas”, destacou.




