Economia

área de difícil acesso

Projeto prevê incentivo pecuniário a professor

Projeto prevê incentivo pecuniário a professor

AGÊNCIA SENADO

29/12/2013 - 00h00
Continue lendo...

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/1996) poderá ser alterada para dar aos professores das instituições federais de ensino incentivos pecuniários que os compensem por atuar em áreas de difícil acesso. O projeto apresentado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) está pronto para ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com relatório favorável de Benedito de Lira (PP-AL).

O texto do projeto (PLS 342/2013) acrescenta o seguinte artigo à Lei 9394/1996: "Nos planos de carreira do magistério das instituições federais de ensino serão criados incentivos, inclusive de natureza remuneratória, para os professores lotados nas unidades localizadas em áreas de difícil acesso".

Em defesa do projeto, Vanessa Grazziotin argumenta que as desigualdades regionais brasileiras continuam grandes, a despeito das medidas adotadas pelo governo na últimas décadas. Em sua avaliação, uma das causas dessa desigualdade é a extensão do território nacional e a existência de áreas remotas, com população esparsa e de difícil acesso.

"O objetivo do projeto é criar instrumentos que incentivem profissionais de alto nível a trabalharem no interior, abrindo mão de uma carreira mais confortável nos grandes centros urbanos", diz a senadora.

Em seu relatório favorável à matéria, o senador Benedito de Lira afirma que o projeto não aumenta a despesa pública, nem está em desacordo com as restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000).

Em apoio a seu parecer, Benedito de Lira invoca estudos acadêmicos, realizados no Brasil e nos Estados Unidos, segundo os quais atrasos educacionais explicam a maior parte das desigualdades de renda entre diferentes regiões de um país. Para o senador, essa mudança já deveria, há muito tempo, ter sido incluída na lei brasileira.

Após a votação da CAE, o texto vai ao exame da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde receberá decisão terminativa, podendo seguir para a Câmara dos Deputados se for aprovado e não houver recurso para que seja votado em Plenário.

Mercado da Beleza

Boticário dribla mercado fraco e encurta distância para a líder Natura

A diferença entre as duas gigantes foi de 0,2 ponto porcentual, o menor nível já registrado

19/04/2026 13h30

Divulgação

Continue Lendo...

Em meio à desaceleração do mercado de beleza no Brasil, o Grupo Boticário tem sustentado o crescimento e reduzido a distância para a líder Natura. Apoiada no uso de tecnologia e dados para integrar canais, a companhia atingiu R$ 38,1 bilhões em vendas ao consumidor (GMV) em 2025 e projeta manter a trajetória de expansão.

O grupo ampliou sua participação no mercado brasileiro de beleza e cuidados pessoais para 15,5%, enquanto a Natura, controladora das marcas Natura e Avon, atingiu 15,7%, segundo dados da Euromonitor. A diferença entre as duas gigantes foi de 0,2 ponto porcentual, o menor nível já registrado, segundo análise do Bradesco BBI.

A disputa se intensifica nas categorias mais relevantes do setor Em cuidados com a pele e fragrâncias, que somam cerca de 40% do mercado, a Natura perdeu entre 0,8 e 1,5 ponto porcentual de participação, enquanto o Grupo Boticário avançou entre 0,7 e 1,2 ponto nos mesmos segmentos.

A consolidação do programa de fidelidad Beautybox também contribuiu para o desempenho. A base ativa de clientes somou 26 milhões no ano passado, após unificar a experiência do consumidor entre as marcas O Boticário e Quem Disse, Berenice?. Os lançamentos também seguiram relevantes: 27% das vendas ao consumidor em 2025 vieram de produtos lançados há menos de um ano.

O avanço da companhia paranaense ocorre em contraste com o momento da principal concorrente. A Natura registrou receita líquida de R$ 22,2 bilhões em 2025, queda de 5%, em meio à conclusão do processo de simplificação do grupo e à integração das operações da Natura e da Avon na América Latina.

No setor como um todo, o crescimento perdeu ritmo. O mercado brasileiro de beleza movimentou R$ 187 bilhões em 2025, com alta de 6,8% no ano, abaixo da expansão de 10% registrada em 2024. O e-commerce, por sua vez, segue como o canal de maior crescimento, avançando 19% no período e já representa cerca de 12,7% do mercado.

Para o presidente do grupo, Fernando Modé, o arrefecimento do consumo das famílias que saiu de alta de 5,1% em 2024 para 1,3% no ano passado ajuda a explicar a desaceleração do setor. "Somos um setor bem resiliente, que cresce mais que os outros, mas não somos imunes ao ambiente macroeconômico", disse em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Tecnologia

Para o CEO, a tecnologia é a sustentação do negócio. "Sem essa evolução em tecnologia, a gente não conseguiria fazer nem metade do que fazemos hoje", afirmou. Ao longo dos últimos anos, a empresa internalizou o desenvolvimento de sistemas e integrou dados e canais, criando uma base única que conecta o e-commerce, as lojas físicas e a venda direta.

Na prática, essa integração permite ao Grupo Boticário acompanhar o comportamento do consumidor entre diferentes canais e transformar essas informações em recomendações no momento da compra. Uma busca feita no aplicativo ou no site, por exemplo, pode orientar a atuação da consultora na loja física, que passa a ter acesso ao histórico e às preferências do cliente em tempo real, tornando a interação menos fragmentada e mais alinhada ao que o consumidor já demonstrou interesse.

Um dos principais desdobramentos dessa infraestrutura tecnológica é o programa de fidelidade Beautybox. Lançado em 2024 e com investimento de R$ 35 milhões, o programa reúne benefícios como descontos e frete grátis, além elementos de gamificação para engajar os consumidores.

Eficiência

O grupo projeta crescimento em 2026 na mesma ordem de 2025 e afirma ter intensificado a busca por eficiência operacional. "Estamos longe do ponto de chegada. Mas vamos evoluir sempre, fazendo mais do mesmo", disse Modé.

A estratégia inclui a otimização do quadro de tecnologia, que passou de 3,5 mil para 2,8 mil profissionais, além do uso da base de consumidores para orientar lançamentos e da análise de dados, como algoritmos de geolocalização, para definir a abertura de lojas. Também envolve a integração de ecossistemas, com a marca Quem Disse, Berenice?, por exemplo, passando a ser vendida em 1,3 mil unidades de O Boticário em 2025.

A companhia pretende manter o ritmo de abertura de cerca de 100 lojas por ano. Em 2025, a marca O Boticário inaugurou 113 unidades, alcançando cerca de 4 mil pontos em 16 países. A expansão é orientada por dados, com base no comportamento do consumidor e no potencial das regiões.

 

Contraproposta

Irã condiciona abertura de Ormuz ao fim de bloqueio portuário dos EUA

Barreiras mútuas complicaram as tentativas de mediação lideradas pelo Paquistão

19/04/2026 08h30

Estadunidenses anunciaram bloqueio há aproximadamente uma semana

Estadunidenses anunciaram bloqueio há aproximadamente uma semana Foto: Reprodução / Metrópoles

Continue Lendo...

O Irã reiterou o compromisso de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos permanecer em vigor.

As barreiras mútuas complicaram as tentativas de mediação lideradas pelo Paquistão e levantaram dúvidas sobre a possibilidade de prorrogação da trégua de duas semanas. "É impossível que outros passem pelo Estreito de Ormuz enquanto nós não podemos", afirmou o presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Qalibaf, em entrevista à televisão estatal no final do sábado.

Qalibaf, que é o principal negociador do Irã nas conversas com os Estados Unidos, classificou o bloqueio norte-americano como uma "decisão ingênua tomada por ignorância". Ele afirmou que o Irã busca a paz apesar da desconfiança em relação aos Estados Unidos. "Não haverá recuo no campo da diplomacia", disse ele, reconhecendo que a lacuna entre os dois lados permanece ampla.

O Irã havia anunciado a reabertura do estreito após a implementação de uma trégua de 10 dias entre Israel e o grupo Hezbollah no Líbano, na sexta-feira. No entanto, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o bloqueio aos portos do Irã "permanecerá em pleno vigor" até que Teerã chegue a um acordo, o Irã declarou que manteria suas restrições no estreito.

Após um aumento nas tentativas de trânsito no sábado, as embarcações no Golfo Pérsico mantiveram suas posições devido a disparos contra dois navios de bandeira indiana, que foram forçados a retornar. O recuo restabeleceu o status quo no estreito, por onde passa um quinto do comércio mundial de petróleo, ameaçando aprofundar a crise energética global enquanto a guerra entra em sua oitava semana.

Novas propostas

Faltando poucos dias para o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã, o governo iraniano afirmou, ainda, no sábado, ter recebido novas propostas dos Estados Unidos. Mediadores paquistaneses trabalham para organizar uma nova rodada de negociações diretas. Autoridades paquistanesas reforçaram a segurança em Islamabad. Um funcionário regional envolvido na mediação afirmou, sob condição de anonimato, que as preparações estão sendo finalizadas e equipes de segurança dos EUA já estão no local.

Embora o cessar-fogo tenha sido mantido, o impasse no estreito ameaça retomar o conflito que causou a morte de pelo menos 3 mil pessoas no Irã, mais de 2.290 no Líbano, 23 em Israel e mais de uma dúzia nos estados árabes do Golfo. Quinze soldados israelenses no Líbano e 13 militares dos EUA na região foram mortos.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).