O preço médio da refeição completa fora de casa no Brasil custa em média R$ 51,61 e Campo Grande ocupa o 10º lugar no ranking das cidades brasileiras.
Segundo a pesquisa anual realizada pela ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador), nos seis primeiros meses de 2024, o valor médio está 10,8% maior do que o registrados no mesmo período do ano passado.
O preço médio em 2023 custava entre R$ 45,00 e R$ 50,00 em todas as regiões, à exceção da região Sudeste que apresentou o maior valor, de R$ 54,54.
Capitais com refeiçoes mais caras
O estudo considera refeição completa a composta por um prato acompanhado de bebida não alcóolica, sobremesa e cafezinho. Dentre as capitais neste ano, o valor mais alto foi registrado em:
- Florianópolis (SC) - R$ 62,54, valor 11% acima do ano passado e quase R$ 11,00 maior do que a média nacional;
- Rio de Janeiro (RJ) - R$ 60,46;
- São Paulo (SP) que apresenta o preço médio de R$ 59,67.
No total foram pesquisadas 51 cidades, de março a maio de 2024, em 4.502 estabelecimentos, divididos nas cinco regiões, em 22 estados e no Distrito Federal e com 5.640 preços coletados.
Os valores dos preços médios da refeição completa e as respectivas variações por região:
- Sudeste - R$ 54,54 (10,6%)
- Nordeste - R$ 49,09 (12,7%)
- Sul - R$ 48,91 (14,2%)
- Norte - R$ 45,41 (7,4%)
- Centro-oeste - R$ 45,21 (8,3%)
A pesquisa aponta que o trabalhador usuário do vale-refeição consome 43% mais feijão, arroz, salada e 33% mais carne, quando se compara com aqueles que não possuem esse benefício.
Para calcular o preço médio, a pesquisa considera os preços das quatro categorias mais comuns na alimentação fora de casa do Brasil, sempre de acordo com o prato principal, bebida, sobremesa e café.
O mapeamento ainda aponta o custo mínimo de uma refeição básica, no valor de R$ 31,00, caso o trabalhador opte pelo chamado “prato-feito” apenas com arroz, feijão, uma proteína, suco ou uma fruta.
Em comparação ao ano passado, o aumento no preço da refeição básica foi de 4,7%, próximo ao IPCA do IBGE dos últimos 12 meses, que ficou em 4,3% no acumulado até junho. O custo do “prato feito” varia conforme a região, sendo maior no Sudeste e no Sul, e menor no Norte.
Preço do prato feito no Brasil é em média R$ 30,8 - alta de 4,7% sobre o 2º Trim/2023. O levantamento também busca mostrar o impacto do preço da alimentação fora do lar sobre o salário dos brasileiros, que segundo o IBGE estava em R$ 3.123,00 no primeiro trimestre deste ano.
Desta forma, para se alimentar por 22 dias por mês com o “prato feito”, o trabalhador precisaria de R$ 678,00, equivalente a 21,7% do salário médio estimado pelo IBGE.
Porém, se o trabalhador optar por uma refeição comercial completa o valor sobe para R$ 823,68, com impacto de 26,4% no salário médio do trabalhador.
Considerando o preço médio da refeição completa nas quatro categorias pesquisadas, o valor aumenta para R$ 1.135,42, com impacto de 36,4% no salário médio.
*Com informações da assessoria