Nesta segunda-feira (31), o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel participou do SuperAgro, evento promovido pela Exame e considerado um dos principais fóruns sobre o agronegócio no Brasil. A quinta edição do evento reuniu especialistas e autoridades para discutir tendências, desafios e oportunidades para o setor de biocombustíveis.
Na edição de 2025, o SuperAgro falou sobre o avanço dos biocombustíveis no país e o governador aproveitou para falar sobre a Rota Bioceânica, avanços do agronegócio no Estado e futuro do Mato Grosso do Sul nos próximos 20 anos.
Em uma conversa com o editor de macroeconomia da Exame, Luciano Pádua, Riedel afirmou que desde que assumiu o comando do Estado, o posicionamento estratégico em relação ao agronegócio é baseado em três discussões, sendo elas: transição energética, segurança alimentar e a sustentabilidade.
“Como é que você vai falar de produção sem falar em sustentabilidade? Sem falar em transição energética e segurança alimentar? São temas que andam muito de mão dada e o Brasil pode, sem dúvida nenhuma, já saiu e pode liderar facilmente todos esses temas em qualquer fórum global, e o Mato Grosso do Sul se posicionou dessa maneira”, disse ele, ressaltando que o Estado tem uma relação franca e direta com as empresas.
O governador ainda fez questão de salientar que, atualmente, Mato Grosso do Sul é o Estado que mais investe no Brasil. “Fora empréstimo, concessão, capital privado, recurso próprio do Estado, a gente investe cerca de 15% da receita, então tudo isso vai fazendo com que esse ambiente de negócio, ele seja extremamente favorável e passar a mensagem clara”, explicou.
Para a imprensa, Eduardo Riedel ressaltou a importância desse debate para Mato Grosso do Sul. “Não apenas para a economia, mas para o social, para a geração de uma fonte de energia limpa, combustíveis de alta qualidade e com perspectivas muito grandes pela frente”, disse.
Na opinião dele, um evento só vem a agregar uma excelente discussão, uma perspectiva futura em relação ao mercado. “Em relação às demandas que o setor tem, que o Mato Grosso do Sul tem dado um exemplo de correlação com esse setor e poder apoiar cada vez mais para o seu crescimento”, finalizou.
Questionado sobre como imagina Mato Grosso do Sul nos próximos 20 anos, Riedel afirmou que, 20 anos é pouco tempo, mas também representa muitos anos para trabalhar. “Eu não acredito que a gente vai ter um boom populacional muito grande, mas o território é muito grande. Eu vejo um Estado daqui a 20 anos com educação de qualidade, melhores empregos, rendas e oportunidades e estamos trabalhando nisso de maneira muito intensa’, disse.
Conforme o editor de macroeconomia da Exame, Luciano Pádua, este ano, a Exame pretende rodar por mais de 20 estados do Brasil com o SuperAgro e o maior objetivo é contribuir de maneira positiva para a economia brasileira e com o agronegócio. “Tem muitos desafios pra gente discutir no agro, desde o custo fora da porteira, e eu acho que o fator que nos trouxe aqui pra falar de biocombustíveis é justamente essa capacidade de expansão de biocombustíveis. A gente precisa saber do jogo geopolítico, para saber como é que nós, quanto brasileiros, vamos agir e reagir aos fenômenos que acontecem no mundo”, afirmou.
PIB DE MS
A escolha de Campo Grande como sede do evento destaca a importância estratégica da região no contexto agropecuário do Brasil. Em 2024, o Valor Bruto da Produção (VBP) foi estimado em R$ 69,32 bilhões, impulsionado principalmente pela agricultura (R$ 45,86 bilhões).
O evento contou com a presença de autoridades locais e nacionais, além de grandes nomes da indústria, que compartilharam suas perspectivas sobre o potencial de crescimento e as oportunidades no setor de biocombustíveis e o agronegócio em Mato Grosso do Sul.
SuperAgro é uma oportunidade única para profissionais do setor expandirem seu conhecimento, estabelecerem novas conexões e se prepararem para os desafios futuros.
A realização do SuperAgro em Campo Grande reforça o compromisso da EXAME com a promoção do diálogo e do avanço no setor energético e destaca a relevância do agronegócio para a economia brasileira e o desenvolvimento regional.