Economia

ENTREVISTA

Segurança, governança e o dilema da soberania da inteligência corporativa

Em entrevista ao Correio do Estado, Alcir Abuchain, especialista em Governança de Dados, diz que segurança na IA deixa de ser diferencial e se torna requisito estratégico para as empresas

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A inteligência artificial (IA)já faz parte da estratégia de crescimento de empresas dos mais diversos setores. Mas, enquanto a corrida pela inovação acelera, cresce também um desafio muitas vezes negligenciado: como proteger o patrimônio informacional das organizações diante do uso cada vez mais intenso dessas tecnologias.

Dados estratégicos, processos internos, conhecimento acumulado e informações de clientes passaram a integrar o novo ativo mais valioso das empresas – e sua exposição pode representar riscos financeiros, jurídicos e reputacionais.

Nesta entrevista, o especialista em IA e Governança de Dados, Alcir Abuchaim, que também é CEO da i4t aborda os principais desafios para a adoção segura da inteligência artificial, defendendo que segurança, governança e compliance devem fazer parte da arquitetura das soluções desde o primeiro momento. 

Especialista em Governança de IA, Segurança da Informação e Inteligência Corporativa, Abuchaim desenvolveu uma metodologia para implantação de agentes inteligentes baseada nos princípios de security by design, rastreabilidade e soberania dos dados, ajudando organizações públicas e privadas a inovarem sem abrir mão da proteção de seus ativos estratégicos. 

Ao longo da conversa, ele explica por que a verdadeira transformação digital começa pela proteção do conhecimento institucional e alerta para um dos maiores riscos da atualidade: entregar, sem perceber, a inteligência da empresa para plataformas de IA sem o devido controle.

A inteligência artificial deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade nas empresas. Como fazer essa transformação sem colocar em risco informações estratégicas do negócio?

O erro começa na ordem das coisas. A maioria das empresas primeiro coloca a IA para rodar e só depois, se sobrar tempo, pensa em segurança. É como construir uma casa e decidir onde vão as portas e fechaduras depois que ela já está de pé. Não funciona.

A transformação segura começa com diagnóstico: mapear o que é conhecimento institucional, os processos, o histórico, o jeito de atender que a empresa levou anos para construir, antes de decidir o que vai para dentro de uma ferramenta de IA e o que fica de fora.

Método primeiro, ferramenta depois. É assim que a i4t trabalha desde a fase 1 do nosso processo.

Muitas organizações estão adotando ferramentas públicas de IA para ganhar produtividade. Quais são os principais riscos relacionados ao vazamento de dados e por que esse tema deveria preocupar presidentes e conselhos de administração?

Quando você usa uma IA genérica, você está entregando input o seu conhecimento, os seus documentos, o seu jeito de operar para treinar o modelo de outra empresa. Na maioria dos contratos de plataformas abertas, isso está autorizado por escrito, só que ninguém lê antes de clicar em “aceito”.

Isso não é assunto de TI [tecnologia da informação], é assunto de governança corporativa. A pergunta que todo presidente e todo conselho deveria estar fazendo é simples: a inteligência da nossa instituição é nossa, ou é da plataforma que assinamos?

Se a resposta não é clara, o ativo mais valioso da empresa, o conhecimento acumulado, já pode estar saindo pela porta dos fundos, sem que ninguém tenha invadido nada.

Na sua avaliação, qual é a diferença entre simplesmente utilizar inteligência artificial e implementar uma estratégia de IA com governança, compliance e segurança?

Usar IA é abrir um aplicativo e digitar um comando. Isso qualquer colaborador faz sozinho, sem que a empresa saiba. Estratégia é outra coisa: é decidir com contrato, com rastreabilidade, com nível de autonomia definido para cada agente, o que ele pode fazer, com quais dados e sob qual responsabilidade.

Na prática, a diferença aparece quando algo dá errado. Empresa que só “usa IA” não tem como saber o que aconteceu, quem autorizou, nem qual dado foi exposto. Empresa que implementou estratégia tem registro de tudo, sabe reconstruir o caminho e responder por ele.

Hoje fala-se muito em LGPD, compliance e governança corporativa. Como esses três pilares precisam estar integrados quando uma empresa decide incorporar inteligência artificial aos seus processos?

LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais] é a base legal, o mínimo que a lei exige. Compliance é o processo que garante que esse mínimo é cumprido no dia a dia. Governança é quem decide, com que critério, e com que limite de autonomia cada agente de IA vai operar.

Um pilar sem o outro não sustenta nada: LGPD sem governança é só teatro para cumprir tabela; governança sem compliance é intenção sem processo.

Esses três pilares precisam ser desenhados junto com a arquitetura do agente, não depois que ele já está em produção atendendo cliente. É isso que garante que a empresa cresça sem abrir mão de proteção.

Existe uma falsa sensação de segurança quando colaboradores utilizam plataformas abertas de IA para analisar documentos internos ou dados de clientes. Que tipo de risco essa prática pode gerar para as organizações?

O colaborador não tem má intenção, ele só quer resolver mais rápido. Ele pega um contrato, uma planilha de cliente, um processo interno, e cola numa IA aberta para pedir um resumo ou uma análise. Nesse momento, aquilo que levou anos para a empresa construir se torna input de treinamento de um modelo que não é dela.

O risco é duplo: expõe o conhecimento da própria empresa, que é o seu ativo mais valioso, e expõe dado de cliente que, em algum contrato, a empresa se comprometeu a proteger. Sem perceber, a empresa está descumprindo o próprio compromisso que assumiu com quem confiou nela.

O senhor defende que a segurança deve nascer junto com a inteligência artificial. Na prática, como esse conceito de security by design reduz riscos e protege o patrimônio informacional das empresas?

Security by design, na prática, significa que antes de qualquer agente entrar em operação já está definido: quem é dono do dado, o que entra e o que sai da conversa, qual o limite de autonomia daquele agente e onde fica registrado cada interação. Isso não se adiciona depois, é remendo, não arquitetura.

Quando isso é definido desde o início, a empresa reduz risco sem perder velocidade, porque não precisa parar tudo para auditar um problema que já poderia ter sido evitado.

O patrimônio informacional, os processos, o histórico, a forma de atender, permanecem sob custódia da própria empresa, e não terceirizado para uma plataforma qualquer.

Quais setores da economia estão mais expostos aos riscos do uso inadequado da IA e quais boas práticas o senhor recomenda para garantir conformidade e proteção dos dados?

Saúde, jurídico e financeiro estão na linha de frente, porque lidam com dado sensível e regulado, em que um erro técnico se transforma em risco regulatório, reputacional e jurídico ao mesmo tempo.

Mas nenhum setor está imune: qualquer empresa que atenda cliente e acumule conhecimento institucional tem algo a proteger.

A boa prática número um é simples e pouco praticada: antes de contratar qualquer ferramenta de IA ler o contrato e entender o que ele autoriza sobre o uso dos seus dados.

Depois vem verificar se existe modelo corporativo, porque as grandes plataformas de IA têm versão empresarial, com outro regime contratual, e estruturar rastreabilidade sobre o que entra e o que sai de cada interação.

Como as empresas podem equilibrar inovação e produtividade sem abrir mão da confidencialidade das informações, especialmente em ambientes altamente regulados?

Inovação e confidencialidade não são forças opostas, essa é uma falsa escolha que o mercado ainda insiste em fazer.

Uma arquitetura de IA bem desenhada aumenta a capacidade produtiva justamente porque é segura: ninguém precisa parar para verificar se pode usar, porque já foi definido o que cada agente pode e não pode fazer.

Em ambiente regulado isso é ainda mais claro. A empresa que estrutura governança antes de escalar ganha velocidade depois, porque não vive apagando incêndio regulatório. Soberania sobre a própria inteligência não é freio para a inovação, é o que permite inovar com consistência.

A inteligência artificial também pode ser utilizada para fortalecer a segurança corporativa. Como a tecnologia desenvolvida pela i4t ajuda empresas a monitorar riscos, prevenir incidentes e aumentar a capacidade de resposta?

Cada agente que desenvolvemos opera dentro de uma classificação de autonomia, do N1 ao N5, o que define exatamente o que ele pode decidir sozinho e o que precisa de validação humana.

Toda interação é registrada, com rastreabilidade completa de input e output, o que permite auditar qualquer conversa depois que ela aconteceu.

Isso muda a capacidade de resposta da empresa. Em vez de descobrir um problema semanas depois, por reclamação de cliente, a estrutura permite identificar o padrão fora do esperado e agir antes que o incidente se espalhe. Segurança aqui não é um módulo separado, é parte do desenho do próprio agente.

{Perfil}

Alcir Abuchaim

Especialista em IA e Governança de Dados, fundador de ecossistemas digitais em saúde e educação e autor de “Intelligence Marketing”. Criador do Pacto Humano.

LOTERIAS

Resultado da Dupla-Sena de ontem, concurso 2996, sexta-feira (14/08): veja o rateio

A Dupla-Sena tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

15/08/2026 08h09

Confira o rateio da Dupla-Sena

Confira o rateio da Dupla-Sena Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2996 da Dupla Sena na noite desta sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Premiação - 1º Sorteio

  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 9 apostas ganhadoras (R$ 4.752,48)
  • 4 acertos - 453 apostas ganhadoras (R$ 107,90)
  • 3 acertos - 8.270 apostas ganhadoras (R$ 2,95)

Premiação - 2º Sorteio

  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 10 apostas ganhadoras (R$ 3.849,51)
  • 4 acertos - 432 apostas ganhadoras (R$ 113,15)
  • 3 acertos - 8.241 apostas ganhadoras (R$ 2,96)

Confira o resultado da Dupla-Sena de ontem!

Os números da Dupla Sena 2996 são:

Primeiro sorteio

  • 12 - 06 - 15 - 14 - 30 - 27

Segundo sorteio

  • 18 - 25 - 09 - 41 - 24 - 17

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Dupla Sena 2997

Como a Dupla Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 17 de agosto, a partir das 20 horas, pelo concurso 2997. O valor da premiação está estimado em R$ 1,5 milhões.

Para participar dos sorteios da Dupla Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

O apostador deve marcar de 6 a 15 números dentre os 50 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 ou 12 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Com apenas um bilhete da Dupla Sena, você tem o dobro de chances de ganhar: são dois sorteios por concurso e ganha acertando 3, 4, 5 ou 6 números no primeiro e/ou segundo sorteios.

O preço da aposta com 6 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Como jogar na Dupla-Sena

A Dupla-Sena tem três sorteios semanais: às segundas, quartas e sextas, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 6 a 15 números dentre os 50 disponíveis no volante e torcer.

Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 ou 12 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Com apenas um bilhete da Dupla Sena, você tem o dobro de chances de ganhar: são dois sorteios por concurso e ganha acertando 3, 4, 5 ou 6 números no primeiro e/ou segundo sorteios.

O preço da aposta com 6 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com seis dezenas e preço de R$ 2,50, a probabilidade de acertar 6 números e ganhar o prêmio milionário é de 1 em 15.890.700 segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 3.174, ainda segundo a Caixa.

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LOTERIAS

Resultado da Lotomania de ontem, concurso 2963, sexta-feira (14/08): veja o rateio

A Lotomania tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

15/08/2026 08h07

Confira o resultado da Lotomania

Confira o resultado da Lotomania

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2963 da Lotomania na noite desta sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 12 milhões.

Premiação

  • 20 acertos - Não houve acertador
  • 19 acertos - 5 apostas ganhadoras, (R$ 78.798,56)
  • 18 acertos - 88 apostas ganhadoras, (R$ 2.798,25)
  • 17 acertos - 828 apostas ganhadoras, (R$ 297,39)
  • 16 acertos - 4946 apostas ganhadoras, (R$ 49,78)
  • 15 acertos - 22707 apostas ganhadoras, (R$ 10,84)
  • 0 acertos - Não houve acertador

Confira o resultado da Lotomania de ontem!

Os números da Lotomania 2963 são:

  • 70 - 79 - 39 - 63 - 35 - 42 - 41 - 15 - 83 - 09 - 25 - 33 - 74 - 52 - 38 - 16 - 00 - 89 - 11 - 31 

O sorteio da Lotomania é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Lotomania 2964

Como a Lotomania três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 17 de agosto, a partir das 20 horas, pelo concurso 2964. O valor da premiação está estimado em R$ 13 milhões.

Para participar dos sorteios da Lotomania é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples. 

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

Como jogar na Lotomania

Os sorteios da Lotomania são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

O preço da aposta é único e custa  R$ 3,00.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

A aposta é única, com 50 dezenas, e a probabilidade de acertar 20 números e ganhar o prêmio milionário é de 1 em 11.372.635 segundo a Caixa.

Para 0 números, que a Lotomania também premia, a probabilidade é a mesma, de 1 em 11.372.635.

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