Economia

BRASIL E PARAGUAI

Maior loja da região reabrirá mesmo com fronteira fechada

Comércio do lado paraguaio da fronteira diz ter urgência para reabertura e pressiona governo local

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Desde 16 de março com suas portas fechadas, o Shopping China anuncia sua reabertura para o próximo dia 05 de outubro.

 A mega loja que ficou sete meses de portas fechadas se prepara para receber todos com total segurança, relata o diretor, Felipe Congorno Álvarez, “Estamos com equipamentos de última geração e sinalização para que os clientes possam ficar longe um dos outros, a nossa loja é muito ampla”. 

O diretor ainda explica que”Agora é um momento de retomada ao comércio com mais entusiasmo e produtos novos que foram importados durante a pandemia”.

 Independente da reabertura ou não da fronteira o diretor afirma que o Shopping China voltará funcionar na próxima segunda-feira.

Comércios locais

De acordo com uma reunião dos comerciantes membros do Gabinete Presidencial de Pedro Juan Caballero, Ciudad del Este, Salto del Guaira e Encarnación, foi dado o prazo de oito dias para o governo tomar alguma decisão para a abertura total das fronteiras do Paraguai.

Segundo o presidente da associação comercial de Pedro Juan, Victor Hugo Barreto, “a abertura da barreira nos trará esperança, mais possibilidades de crescimento, mesmo que lenta”.

A entrada no país vizinho já é possível em alguns pontos, com o horário determinado pelo governo das 08:00 às 21:00”.

Segundo Victor Hugo, “a situação de Pedro Juan é ruim, visto que a cidade conta com um grande número de desempregados, 200 estabelecimentos fechados correndo risco de não conseguirem se restabelecer”.

O presidente da associação ainda afirma que todas as medidas de proteção serão tomadas, garantindo a segurança da população.

Delivery

Medida desenvolvida entre parceria do Brasil com o Paraguai, incentiva a rotação do comércio através de compras on-line 

A iniciativa se baseia na compra on-line em lojas do país vizinho, e a retirada é feita através de tendas implantadas em pontos específicos da fronteira. Este plano de revitalização econômica é proposto pelo Ministério da Indústria e Comercio para as cidades que dependem do comércio bilateral.

Superendividamento

Com dívidas recorde, busca por crédito rotativo dispara

Enquanto demanda por crédito de juro alto dispara, governo federal estuda novo plano de renegociação de dívidas

04/04/2026 08h00

A demanda por crédito aumentou ainda mais nos últimos 12 meses no Estado: subiu 19%, segundo a Serasa Experian

A demanda por crédito aumentou ainda mais nos últimos 12 meses no Estado: subiu 19%, segundo a Serasa Experian Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em meio à escalada da inadimplência em Mato Grosso do Sul, que já atingiu níveis críticos, a demanda por crédito aumentou ainda mais nos últimos 12 meses no Estado: subiu 19%, segundo a Serasa Experian, em um cenário em que o endividamento das famílias locais está em patamar elevado, com 1,2 milhão de consumidores (pessoas físicas e jurídicas) com “a corda no pescoço” e um estoque de R$ 9,9 bilhões em dívidas.

É dentro desse cenário que o Ministério da Fazenda estuda mudanças para aliviar o bolso dos consumidores endividados ou superendividados.

O plano que está sendo desenhado pelo ministro Dario Durigan prevê descontos de 80% em dívidas baseadas em crédito rotativo – os de baixa garantia –, como as dívidas que usam o limite do cartão de crédito, do cheque especial e do crédito pessoal.

Nesta semana, Dario Durigan afirmou que o objetivo é oferecer um desconto de 80% na dívida. Segundo ele, a perspectiva é que o programa esteja pronto em torno de dez dias.

“O que nós vamos fazer é incentivar que seja um desconto amplo e, eventualmente, com garantias do governo, caso feita a renegociação, a pessoa volte a inadimplir com o banco na frente. Ainda que você negocie 80% de desconto, sobram 20% da dívida a ser refinanciada. Aí o governo pode vir e dizer: bancos, fintechs, operadoras de crédito, renegociem a dívida com desconto amplo, mas deixem aqui uma nova taxa de juros para o que tem que ser refinanciado, e o governo faz uma espécie de garantia junto com os bancos”, afirmou.

Números do Banco Central (BC) indicam que quase um terço da renda das famílias brasileiras é consumido com o pagamento de dívidas. Mais precisamente: 29,3%. É um recorde da série histórica do BC, que teve início em 2011.

Crédito de má qualidade

Sobre o aumento na demanda por crédito, não apenas em Mato Grosso do Sul, mas em todo o Brasil (a alta foi de 15,7%), a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, afirma que o comportamento da demanda segue refletindo o contexto econômico atual.

“A análise do acumulado em 12 meses indica que a demanda por crédito permanece resiliente, mesmo em um ambiente de juros elevados e maior restrição na concessão”, explica.

“No entanto, essa sustentação ocorre em um contexto de deterioração do perfil do crédito. Dados do Banco Central mostram uma desaceleração mais acentuada na concessão de linhas não rotativas, tradicionalmente associadas a juros mais baixos e prazos mais longos, enquanto as linhas rotativas, de custo significativamente mais elevado, apresentam maior resiliência na concessão. Esse padrão sugere que a manutenção do crédito está associada ao uso de instrumentos de curto prazo para recomposição de liquidez e ajuste do orçamento, especialmente entre consumidores de menor renda, em um contexto de desaceleração da atividade e maior pressão sobre a renda disponível”, complementa.

“O que ocorre é que as pessoas estão buscando renda além do salário. Entretanto, devido ao processo de negativação, ficam impedidos de buscar dinheiro em bancos”, analisa o economista Eugênio Pavão. 

“A alternativa para as classes C, D e E são os empréstimos (com juros exorbitantes) das financeiras, fazendo com que o montante da dívida cresça ainda mais”, acrescenta o economista, que lembra que muitas pessoas destas classes têm usado o crédito rotativo, por exemplo, para fazer compras em supermercados, um ato que, do ponto de vista da educação financeira, é algo a ser evitado.

A demanda por crédito aumentou ainda mais nos últimos 12 meses no Estado: subiu 19%, segundo a Serasa Experian

Inadimplentes

Atualmente, Mato Grosso do Sul tem mais de 1,2 milhão de consumidores inadimplentes, conforme números da Serasa. O estoque de dívidas chega a 5,7 milhões, e a soma delas, a R$ 9,9 bilhões.

O Estado está entre as unidades da Federação em que o endividamento das famílias alcançou patamar crítico.

“A inadimplência não é apenas um reflexo de atrasos pontuais, mas de um contexto econômico que pressiona o orçamento das famílias e dificulta o planejamento financeiro de longo prazo”, afirma a diretora da Serasa, Aline Maciel.

O retrato da inadimplência no Estado mostra que a maior parte dos débitos está concentrada no sistema financeiro. As dívidas com bancos e cartões de crédito respondem por 27,66% do total, seguidas pelas financeiras (18,47%) e pelas chamadas utilities, que englobam contas básicas como água, luz e gás (15,68%). Serviços diversos representam 14,77%, enquanto o varejo soma 9,72%. Telecomunicações, cooperativas e securitizadoras aparecem com participações menores.

A renegociação

A renegociação que está sendo planejada pelo Ministério da Fazenda mira as modalidades de crédito que são as mais caras do mercado: cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.

Governo e bancos constataram que essas linhas são as principais causas do endividamento excessivo da população e do alto comprometimento da renda com o pagamento das parcelas.

A ideia é que, com o programa, clientes inadimplentes consigam trocar essas dívidas caras por uma modalidade mais barata, com taxas menores.

O rotativo do cartão de crédito, linha em que o cliente cai se paga o mínimo da fatura, por exemplo, tem taxas mensais em torno de 15% ao mês – ou 435% ao ano –, contra a Selic de 14,75% ao ano.

No parcelado, a taxa é de cerca de 9,5% ao mês. Já o cheque especial tem juros limitados a 8% ao mês, enquanto o crédito pessoal não consignado tem taxas de cerca de 6,5% ao mês.

Ainda está sendo discutido se a renegociação obedecerá a um teto de juros, definido por faixas salariais, por exemplo. Mas executivos do setor bancário afirmam que essa é a tendência, considerando que o governo deve entrar com algum tipo de fundo garantidor para diminuir o risco das operações, principalmente para clientes que ganham até três salários mínimos.

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PEIXE EM ALTA

Exportações de tilápia em MS teve receita superior a US$ 10 milhões

Nos últimos três anos, Estado ampliou em mais de 3.000% o volume exportado, saindo de 55 toneladas em 2023 para quase 2 mil em 2025

03/04/2026 17h30

Mato Grosso do Sul já ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores de tilápia

Mato Grosso do Sul já ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores de tilápia

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Nesta sexta-feira Santa (3), o peixe é uma das principais opções de quem deseja substituir a carne bovina. Em Mato Grosso do Sul, a presença do pescado vai além do simbolismo da data e reflete um setor em plena expansão. O crescimento das exportações de tilápia tem consolidado o estado como um dos protagonistas da piscicultura nacional.

De acordo com o boletim técnico de Piscicultura, elaborado pelo Sistema Famasul, em apenas três anos o Estado ampliou em mais de 3.000% o volume exportado, saindo de 55 toneladas em 2023 para quase 2 mil toneladas em 2025, com receita superior a US$ 10 milhões.

Esse avanço no mercado internacional é reflexo direto da expansão da produção local. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2024, a tilápia liderou o ranking das espécies mais cultivadas no Estado, somando quase 22 mil toneladas.

Ao mesmo tempo, a cadeia produtiva segue em ritmo de crescimento: segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO), a movimentação de peixes para abate aumentou 25,3% entre 2023 e 2025.

A tendência de alta também se mantém em 2026. Apenas no primeiro bimestre, mais de 3,9 milhões de peixes foram abatidos,  um crescimento de 13,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

No cenário nacional, Mato Grosso do Sul já ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores de tilápia, ficando atrás apenas de Paraná e São Paulo. Informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, entre janeiro e fevereiro deste ano, o estado exportou 265 mil quilos do pescado, gerando mais de US$ 1,6 milhão.

Exportações de MS

De acordo com os dados do boletim técnico da Famasul, as exportações de tilápia no âmbito nacional geraram receita de US$ 9.965.824 e totalizaram 2.034.049 kg no 4º trimestre de 2025. No acumulado do ano, o país exportou 11.232.387 kg de tilápia no período, volume
3,79% maior que o exportado em 2024. Por outro lado, a receita gerada com a exportação foi de US$ 54.918.719, 2,79% maior que o ano anterior.

Já as exportações de Mato Grosso do Sul geraram receita de US$ 2.980.107 e totalizaram 480.729 kg no 4°
trimestre de 2025. No acumulado do ano, o Estado exportou 1.987.060 kg e foi responsável por 17,69% do
volume de tilápia exportado pelo Brasil.

No período, os EUA foram os destinos de 86,44% do volume de carne de peixe exportado pelo Brasil. No acumulado do ano, o país correspondeu a 94,36% do volume total exportado.

Do total de tilápia brasileira importado pelos americanos durante o ano, Mato Grosso do Sul foi responsável por 17,51%.

Considerando apenas a receita gerada pelas exportações no quarto trimestre de 2025, MS aparece em 2° lugar no ranking nacional. No acumulado do ano, o estado ocupou o 3º lugar nas exportações brasileiras.

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