Economia

Fôlego financeiro

Tesouro Nacional dá sinal verde para empréstimo de R$ 950 milhões para MS

Estado garantiu aval da União para operação com o Banco do Brasil com juros de CDI + 1,51% ao ano; falta de assinatura do contrato em 2025 obriga governo estadual a apresentar nova documentação

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O Estado de Mato Grosso do Sul conseguiu sinal verde da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para contratar um empréstimo de R$ 950 milhões junto ao Banco do Brasil, com garantia da União. 

A operação, destinada a financiar projetos estratégicos e fortalecer fundos estaduais, foi aprovada tecnicamente nos últimos dias de 2025. No entanto, um detalhe no cronograma gerou uma trava administrativa: como o contrato não foi assinado antes de 31 de dezembro, o governo estadual terá que passar por uma “verificação complementar” das contas públicas referentes à virada do ano.

De acordo com o parecer emitido entre o final de dezembro e o início de janeiro, o Mato Grosso do Sul manteve sua Capacidade de Pagamento (Capag) classificada como “B+”, o que o torna elegível para a garantia federal.

O dinheiro, que deve ser liberado ao longo de 2026, terá um custo considerável para os cofres estaduais. As condições aprovadas preveem juros com taxa CDI acrescida de 1,51% ao ano.

O prazo para pagamento é de 18 anos, sendo 1 ano de carência e 17 anos de amortizacao. Ou seja, apenas o próximo governo é que dará inicio ao pagamento da dívida contraída agora, neste último ano de mandato.

Também há tarifa com pagamento à vista de 1% sobre o valor do contrato (R$ 9,5 milhões) como taxa de contratação.

Os recursos têm destino carimbado para “despesas de capital” (investimentos) previstas no Plano Plurianual, incluindo a capitalização do fundo garantidor de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Apesar da aprovação técnica, o Tesouro Nacional, em 8 de janeiro, alerta que a operação entrou em uma zona de exigência extra. Como a assinatura formal não ocorreu dentro do exercício financeiro de 2025, a legislação exige que o Tesouro Nacional reavalie certos indicadores fiscais do Estado.

Para destravar o dinheiro, o governo de MS precisa enviar a Brasília uma nova bateria de documentos, que incluem a comprovação do cumprimento dos limites constitucionais de gastos com Saúde e Educação referentes a todo o ano de 2025; demonstrativo de cumprimento da “Regra de Ouro” para 2025 e 2026 e relatórios de execução orçamentária do último bimestre de 2025.

O Ministério da Fazenda estabeleceu um prazo de validade de 270 dias para o parecer de aprovação, contados a partir de 30 de dezembro de 2025. O ofício adverte que, caso a documentação complementar não seja enviada ou o contrato não seja assinado dentro desse prazo, todo o processo de análise será anulado, obrigando o Estado a reiniciar o pedido de empréstimo do zero.

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Governo do Brasil

Mais de 181 mil famílias de MS recebem o Bolsa Família em janeiro

O cronograma de pagamento começa no dia 19 de janeiro e vai até o dia 30

19/01/2026 14h15

Bolsa Família inicia os pagamentos de 2026

Bolsa Família inicia os pagamentos de 2026 Divulgação

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O Governo Federal paga, a partir desta segunda-feira (19) o benefício do Bolsa Família para 181.197 famílias de Mato Grosso do Sul. 

O cronograma de pagamentos segue o calendário nacional e começa no dia 19 de janeiro e segue até o dia 30, de acordo com final do Número de Identificação Social (NIS), conforme o calendário abaixo:

Bolsa Família inicia os pagamentos de 2026Fonte: Governo Federal

O investimento do governo no Estado para o benefício é de quase R$ 130 milhões, com um valor médio de R$ 717,17 pago nos 79 municípios de MS. 

Além disso, o programa também garante benefícios adicionais desde sua retomada em 2023, como o Benefício Primeira Infância em Mato Grosso do Sul, que atende 109,6 mil crianças de zero a seis anos. 

Com isso, cada integrante de famílias nessa faixa etária recebem um adicional de R$ 150, o que significa um investimento de R$ 15,5 milhões a mais no Estado. 

Para crianças e adolescentes de sete a 18 anos, o Bolsa Família assegura um valor adicional de R$ 50, repassados a 161,3 mil indivíduos dessa idade, além de 7 mil gestantes e 4,4 mil mulheres que amamentam no Estado. Para estes pagamentos, o repasse ao Estado supera os R$ 8 milhões. 

Entre os municípios, a capital Campo Grande é onde estão a maior parte dos beneficiários do Estado no mês de janeiro, com 46 mil famílias atendidas. Na sequência, estão as cidades de Dourados (12.531), Corumbá (9.024), Ponta Porã (8.548) e Três Lagoas (7.031). 

O valor médio do benefício pago no Estado supera o valor médio nacional e da região Centro-Oeste. Paranhos é o município sul-mato-grossense com maior valor médio do repasse, de R$ 809,91 neste mês. Em seguida, aparecem Ladário (R$ 769,37), Dourados (R$ 762,85), Japorã (R$ 752,40) e Jardim (R$ 750,02). 

Ao todo, durante todo o ano, 216.417 famílias de Mato Grosso do Sul devem ser contempladas pelo Bolsa Família. 

Nacional

Na região Centro-Oeste, 990,7 mil famílias são atendidas pelo Bolsa Família, tendo um repasse do Governo Federal de R$ 703 milhões. É a região brasileira com menor número de atendidos. O valor médio pago é de R$ 709,65. 

A região Nordeste tem o maior número de contemplados em janeiro, com 8,75 milhões de beneficiários e um investimento de R$ 6 bilhões. Em seguida, aparece a região Sudeste, com 5,29 milhões de famílias e R$ 3,72 bilhões em repasses. Na sequência, a região Norte (2,44 milhões de famílias e R$ 1,77 bilhão) e Sul (1,29 milhão de beneficiários e repasse de R$ 898 milhões). 

Sobre os valores, Roraima é o estado com o maior valor médio de repasse aos contemplados em janeiro, de R$ 756,40, seguido pelo Amazonas (R$ 741,03), Amapá (R$ 737,14), Acre (R$ 732,98), Distrito Federal (R$ 727,81) e Pará (R$ 719,05). 

No total, em todo o Brasil, são mais de 18,7 milhões de famílias atendidas, com um repasse total de R$ 13,1 bilhões pelo Governo do Brasil. 

Em janeiro, o Programa alcança 247,7 mil famílias com pessoas indígenas, 289,3 mil com quilombolas, 397,2 mil com catadores de material reciclável, 253,8 mil com pessoas em situação de rua, 56,5 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 56 mil com crianças em situação de trabalho infantil, que fazem parte de um grupo prioritário e específico do programa. 


 

Economia

Não Conseguiu Fazer o Pix? Sistema apresenta instabilidade e gera frustração em todo o País

Para muitos, o problema não apareceu em um gráfico técnico, mas sim no balcão da padaria, no caixa do supermercado ou na corrida de aplicativo

19/01/2026 14h08

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O que era para ser uma segunda-feira comum de transações rápidas e pagamentos instantâneos transformou-se em um teste de paciência para milhões de brasileiros.

Desde o início da tarde desta segunda-feira (19), o sistema Pix, espinha dorsal da economia digital do país, apresenta uma instabilidade generalizada que impede transferências e pagamentos em diversas instituições financeiras.

O "Susto" na hora de pagar

Para muitos, o problema não apareceu em um gráfico técnico, mas sim no balcão da padaria, no caixa do supermercado ou na corrida de aplicativo. Relatos nas redes sociais descrevem o constrangimento de quem, com o celular na mão e o saldo na conta, viu a mensagem de "erro de conexão" ou "serviço indisponível" repetidamente.


"É uma sensação de impotência. Você está com as compras prontas, uma fila atrás de você, e o dinheiro simplesmente não 'vai'. A gente se acostumou tanto com a facilidade que esquece de andar com o cartão físico ou um pouco de dinheiro vivo", desabafou uma usuária em seu perfil no X (antigo Twitter).

Impacto Generalizado

De acordo com o portal de monitoramento DownDetector, as notificações de falhas dispararam por volta das 14h40, ultrapassando a marca de 6 mil reclamações em poucos minutos.

O apagão digital não escolheu bandeira: clientes de grandes bancos como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, além de usuários de fintechs como Nubank e Inter, relataram as mesmas dificuldades.

A natureza multibank do problema sugere que a falha reside no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central, e não em aplicativos isolados.

Até o momento, o Banco Central ainda não emitiu uma nota oficial detalhando a causa técnica da interrupção, mas a escala do problema indica uma falha de infraestrutura centralizada.

O Lado de quem vende

Para os pequenos empreendedores, a instabilidade é mais do que um incômodo; é prejuízo direto.

"Segunda-feira é dia de pagar fornecedor e receber muitas vendas pequenas. Sem o Pix, o movimento trava. Muita gente desiste da compra porque não tem outra forma de pagar na hora", explica Agnaldo, dono de uma lanchonete.

Site: Downdetector

O Que Fazer Agora?

Enquanto o sistema não é restabelecido, especialistas recomendam cautela. Se você precisa realizar um pagamento urgente, aqui estão algumas alternativas:

  1. Cartão de Débito/Crédito: Se você possui o cartão físico ou cadastrado em carteiras digitais (Apple Pay/Google Pay), esta continua sendo a via mais segura.
  2. TED/DOC: Embora não sejam instantâneos e possam ter custos dependendo do seu pacote, ainda operam por sistemas diferentes do Pix.
  3. Dinheiro Vivo: Para compras essenciais de baixo valor, o bom e velho papel-moeda ainda é o único "sistema" que não cai.
  4. Aguarde a Confirmação: Evite tentar a mesma transação repetidamente para não gerar duplicidade caso o sistema processe os pedidos acumulados de uma vez.

A instabilidade de hoje acende, mais uma vez, o alerta sobre a nossa dependência extrema de um único sistema tecnológico.

Enquanto os técnicos trabalham nos bastidores para religar as engrenagens financeiras do Brasil, resta ao cidadão o exercício da paciência e a lembrança de que, no mundo digital, o "plano B" nunca foi tão necessário.

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