A nau vascaína está à deriva. Sem um técnico de nome para assumir o comando de um grupo visivelmente desestabilizado, que ainda não somou ponto nos quatro jogos que disputou no Estadual, o clube está de mãos atadas para dar continuidade ao trabalho em campo. Isso porque o Vasco ainda lida com o afastamento de dois líderes do grupo, Carlos Alberto e Felipe, e a diretoria pretende consultar o novo treinador antes de tomar uma decisão definitiva sobre o futuro dos atletas.
Mesmo sem chances de passar à próxima fase da Taça Guanabara, o clube corre contra o tempo para encontrar um comandante que possa fazer a embarcação ganhar rumo e navegar em águas mais tranquilas na Copa do Brasil. O time estreará na competição dia 23 de fevereiro contra o Comercial, do Mato Grosso do Sul.
Sem querer citar nomes após tentar Abel Braga, Paulo Autuori, Oswaldo de Oliveira e Carlos Queiroz, entre outros, o diretor de futebol Rodrigo Caetano prefere continuar a trabalhar em silêncio.
"Queremos um treinador que tenha uma larga experiência, que possa se traduzir em liderança, porque é disso que carece o nosso grupo. Estamos vendo jogadores com queda de rendimento, não pela parte técnica, mas pela insegurança, cobrança. Todos estão inseguros", reconhece Caetano.
Um dos mais cobrados após o clássico, o lateral esquerdo Ramon falou do momento de turbulência em São Januário.
"É perturbador viver uma semana em que saem o treinador e dois jogadores importantes. Fomos para um clássico sem eles, não falando mal do Gaúcho, mas mexe com a cabeça do atleta, a gente sente, abate", disse Ramon. "Agora, por mais difícil que seja, temos que manter o foco, reconhecer que não está bom, trabalhar mais para passar a vencer."
Enquanto o novo treinador não chega, o interino Gaúcho segue à frente do Vasco no jogo contra o Volta Redonda, quinta-feira, em São Januário.