Trabalhadores paralisaram parcialmente nesta quarta-feira a obra de reforma do Mineirão, em Belo Horizonte, para a Copa do Mundo de 2014, para reivindicar aumento de salário e melhores condições de trabalho no estádio candidato à abertura do Mundial.
Segundo os trabalhadores, a maioria dos 500 funcionários envolvidos na obra abandonou o serviço e protestou do lado de fora do estádio, mas o governo de Minas Gerais contestou essa informação e disse que máquinas e equipamentos seguiam em operação normalmente.
"Eles fazem muita cobrança para adiantar a obra, mas as condições de trabalho são precárias", disse por telefone Flaviano Albertino, membro da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção de BH e Região, que apoia os grevistas.
O Mineirão, cuja reforma tem custo previsto de 743,4 milhões de reais e previsão de conclusão em dezembro de 2012, é um dos poucos estádios em preparação para a Copa do Mundo que esta com as obras dentro do cronograma.
Belo Horizonte concorre com São Paulo, Brasília e Salvador para receber o jogo de abertura da competição.
A Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo do governo mineiro informou que a empresa responsável pela reforma do estádio já está conduzindo uma negociação com os operários para a normalização dos trabalhos.
O consórcio Minas Arena, que também será responsável por operar o novo Mineirão, disse que cumpre as exigências de uma convenção coletiva com os trabalhadores e que mantém "altos padrões de qualidade e segurança".
"Apesar da paralisação parcial dos operários, 60 máquinas e equipamentos continuam trabalhando em ritmo normal nos trabalhos de terraplenagem e fundações", informou o governo de Minas Gerais em nota, citando informações da empresa.
O ritmo dos preparativos do Brasil para a Copa do Mundo foi alvo de críticas recentes do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Ele afirmou, no entanto, ter confiança que o país realizará uma grande competição.
Dos 12 estádios que serão construídos ou reformados para o Mundial, os dois mais atrasados são os de São Paulo e Natal, que inclusive já foram descartados para a Copa das Confederações de 2013.