O capitão Lúcio disse que é preciso uma postura mais séria da Seleção Brasileira. Falou em comprometimento, preservar o símbolo do País, conjunto acima de individualidades, peso da camisa e mais energia e seriedade. E, sem ser direto com ninguém, disse que a Seleção não é vitrine.
As palavras de Lúcio, em um momento de instabilidade na Seleção com dois empates consecutivos na Copa América, soam como uma tentativa de dar uma chacoalhada em um time que não conseguiu corresponder em campo à expectativa criada. Tem muitos nomes promissores como Ganso, Neymar e Pato, que têm no torneio a primeira grande chance com a Seleção.
Chamado por Mano também para aparecer em momentos de dificuldade, Lúcio passou o seu recado. Em um time em que se espera muito de individualidades, retomou o discurso de conjunto, de importância de todos e de muito suor, como se fose necessário incorporar a este grupo o mantra que moveu o ciclo passado.
Confira o pensamento de Lúcio sobre a Seleção:
"Cada um tem que dar o seu máximo dentro da sua posição. Tem que mostrar porque está na Seleção. Aqui não é só uma vitrine, cada um tem que saber o peso e a responsabilidade que a essa camisa tem".
"A gente tem sempre que preservar a seriedade e o comprometimento com a Seleção Brasileira. O símbolo da camisa é mais importante que o nome que está nas costas. Estamos representando uma nação, o nosso País. Acredito que todos que estão aqui estão deixando de tirar férias com suas famílias. Ninguém está aqui para brincar. Acredito que o comprometimento não foi perdido. Dificuldades acontecem, mas a gente tem ainda um tempo, mais um jogo para mudar toda essa situação. Acredito que por um outro motivo podemos dar uma relaxada mas não é intencaional de um ou de outro fazer brincadeiras".
"Cada jogador tem consciência do seu potencial, sabe o que fez de certo e de errado. A autocrítica é importante para que cada jogador saiba o que pode fazer, e acredito que a seriedade e a responsabilidade são fundamentais. Nossa equipe arriscou demais, principalmente no setor da defesa, onde precisa jogar mais sério."
"O principal da Seleção sempre foi a força do conjunto, a humildade de todos trabalharem em equipe".
"Nome e camiseta é muito pouco para se ganhar uma partida. A cada jogo precisa mostrar, precisa matar um leão, e isso é o que faz com que a Seleção seja reconhecida mundialmente. Todos os jogadores que passaram pela Seleção Brasileira, além do talento, da técnica e da genialidade, têm que colocar algo a mais."
"Durante um jogo é quase sempre mais difícil passar uma orientação. Em treinamentos ou em vésperas de jogos, ou depois, a gente pode ter uma conversa mais aberta. Sempre tenho esse cuidado, independente se o jogador tem 18 ou 30 anos, se está chegando ou tem muito tempo. Minha forma de agir sempre vai ser a mesma."
"Esse é o caminho mais racional de passar essa motivação ao companheiro, de que ele pode render um pouquinho mais. A cobrança existe, mas tem que ser de uma forma equilibrada. Não adianta gritar, se espernear, levantar o braço ou dirigir uma crítica direta. Não acredito que isso funciona, você acaba criando inimizades e um clima pesado"