Thomaz Bellucci, o melhor tenista do Brasil, alcançou o 21º posto do ranking mundial divulgado no dia 26 de julho de 2010. Um ano depois, sob o comando de Larri Passos, ex-técnico de Gustavo Kuerten, o tenista figura na 34ª colocação e mira o retorno às melhores posições.
- Foi um momento importante na minha carreira conseguir um ranking tão baixo [quanto mais baixo, melhor] assim. Mas acho que não tem muita diferença: às vezes você está em 24º, 25º e ir para 21º é muito perto. É um ou outro jogo que você acaba ganhando e sobe. Acho que é uma questão de tempo para eu voltar a esse ranking.
Depois de ficar com o vice-campeonato do Torneio da Costa do Sauípe em 2009, Bellucci ganhou o primeiro torneio na elite em Gstaad (Suíça), no mesmo ano. Em 2010, faturou Santiago. Antes de atingir o 21º posto, ele fez oitavas de final em Roland Garros, seu recorde no Grand Slam francês.
Com a aproximação do grupo dos 20 melhores, o jovem superou nomes importantes do tênis brasileiro como Luiz Mattar, Fernando Meligeni e Thomaz Koch. Gustavo Kuerten, ex-número 1 do mundo, é o único tenista brasileiro que foi mais longe. Desde que figurou no 21º posto, Bellucci vem se mantendo na elite - seu pior ranking foi o 37º, em fevereiro deste ano.
O tenista bateu o recorde na lista da ATP sob o comando de João Zwetsch, atual capitão da equipe brasileira na Copa Davis. Em 2011, Bellucci disputa o circuito ao lado de Larri Passos e aponta o novo treinador como a principal mudança em relação ao ano passado.
- Com o Larri, demorou um pouquinho para a gente se adaptar ao trabalho. Foi necessário um tempo para a gente se conhecer, para eu entender o que ele quer me passar e o que ele acha que preciso melhorar. A partir de um determinado momento, o trabalho começou a render melhor e espero que renda mais ainda daqui para a frente.
O problema é que o tênis está agora na temporada das quadras duras, piso no qual Bellucci ainda precisa adquirir experiência. Nesta semana, o brasileiro disputa o Torneio de Los Angeles. Na sequência, joga Washington, os Masters 1000 de Montreal e Cincinnati e o Aberto dos Estados Unidos.