Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras, reconhece que não tem como arcar de uma só vez com os 6,25 milhões de euros (cerca de R$ 14 milhões) gastos na contratação de Valdivia. O departamento financeiro do clube ainda estuda como fará para pagar o empréstimo feito junto ao Banco Banif.
"O dinheiro não existe para pagar pelo Valdivia, vamos precisar de uma engenharia financeira. Estamos tentando no Banif ou em outro banco o alongamento da dívida. Vamos precisar refinanciar, porque não temos esse valor", afirmou o mandatário ao programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.
Para contratar o chileno, no último ano, a então diretoria palmeirense pegou o empréstimo com o banco para pagar ao Al Ain, que detinha os direitos do atleta. O prazo para quitar a dívida terminou há uma semana, mas o clube paulista alega que conseguiu prorrogar a data em dois meses. Neste período, os dirigentes analisarão como resolver esse impasse.
Recentemente, o nome de Valdivia foi citado como possível reforço do próprio Al Ain, mas Tirone afirma que não houve oferta pelo meia. "Não tivemos uma proposta e precisa saber também se o jogador quer sair".
Apesar de o camisa dez não ter repetido até agora o desempenho que teve na primeira passagem pelo clube paulista, o presidente palmeirense acredita em sua evolução.
"Ele veio como grande craque, porque jogou muito pelo Palmeiras, mas teve contusões. Acho que superou a fase difícil. Foi muito bem jogo no jogo anterior (contra o Bahia) e temos esperança de que ele mantenha esse nível de jogo", concluiu.