Assim como o ex-atacante Ronaldo, Andrés Sanchez foi solidário ao volante palmeirense João Vitor, agredido por torcedores organizados do clube alviverde em frente à loja do Palestra Itália. Para o presidente do Corinthians, o certo seria ter cancelado a rodada do Campeonato Brasileiro em protesto coletivo pelo ocorrido.
"Eu aceito torcida protestar, reclamar, porque infelizmente é cultural. Só acho que não se pode chegar às vias de fato, a agressão física. Não é o Palmeiras, mas o futebol brasileiro em si. Acho que imprensa, dirigentes e jogadores deveriam se unir. Não devia nem ter rodada. Foi algo muito grave, está se perdendo o controle. Daqui a pouco tem facada, fica complicado. Atletas erram como todos nós", discursou o mandatário.
Andrés chegou inclusive a conversar com os jogadores do elenco do Corinthians quando soube da notícia. "No que depender mim, faríamos um protesto muito grande dos clubes", completou.
Por conta própria, alguns jogadores do Palmeiras cogitaram não entrar em campo diante do Flamengo, na quarta-feira, em apoio a João Vitor, mas foram convencidos pelo técnico Luiz Felipe Scolari da possibilidade de prejudicarem o time com eventual punição. Revoltado, o atacante Kleber chegou a discutir com o treinador, foi afastado e nem sequer viajou ao Rio de Janeiro.
É provável que, depois do jogo de domingo contra o Fluminense, quando terá uma semana livre, o elenco palmeirense agende encontro com o Sindicato dos Atletas de São Paulo (Sapesp).