O Palmeiras ainda não decidiu o futuro de Kleber e o presidente Arnaldo Tirone segue indeciso sem ter uma posição firme. Apesar disso, o mandatário admite que o jogadr quebrou uma hierarquia e diz que ficará ao lado do técnico Luiz Felipe Scolari na resolução do caso.
“O Palmeiras tem uma hierarquia, que é de presidente, diretoria, técnico e jogadores. E houve um equívoco de quebra de hierarquia. Eu respeito a torcida, mas o Felipão também tem um peso. Ele tem uma história com o Palmeiras e uma sinergia. O clube não contratou o Felipão sem saber quem era. Sou da filosofia que sempre tem de apoiar o treinador. Essa é minha postura”, disse, em entrevista à TV Gazeta.
O futuro de Kleber será definido nesta semana. Na próxima terça-feira, a diretoria deve se reunir com o treinador que volta de Portugal, onde acompanhou o casamento de seu filho. O pensamento da cúpula é de buscar a reconciliação, mas a definição deve mesmo depender da postura de Felipão.
Tirone reconhece a rebeldia de Kleber, mas se preocupa em não desvalorizar o pupilo de olho em uma transação futura, caso ele não permaneça no clube. O UOL Esporte apurou que podem criar um ‘reforço muscular’ para que ele não sofra o peso de treinar separado do restante do grupo.
“Neste momento, está complicado, porque ele tomou um caminho contrário ao que estava pré-determinado. O Palmeiras investiu no Kleber e recusou a sondagem de um time do Brasileiro. Ele tem valor. Não posso também decidir uma mudança dessas sem sentar com calma e pensar”, disse.
Tirone manteve o otimismo. “Acho que isso vai ser resolvido da melhor forma possível. O Palmeiras tem de ser privilegiado, sem prejudicar o Kleber também. Vou esperar a poeira baixar. O Felipe volta segunda ou terça e vamos conversar. Vou fazer o melhor para o Palmeiras, que é manter a hierarquia. Mas não é que eu queira que o Kleber saia”, disse.