O plano de conseguir quatro vitórias seguidas, e entrar no G-5, está vivo no Internacional. E com a primeira tarefa cumprida. O colorado jogou apenas o necessário nesta quarta, em um Beira-Rio com pouco público, e venceu o Bahia por 1 a 0. Gol de Gilberto, contratado em maio e que finalmente marcou com a camisa vermelha. A vitória deixa os gaúchos um ponto atrás do quinto colocado e dá esperanças.
A atuação vermelha não foi de luxo, mas foi importante. E ainda se torna mais chave pelos resultados paralelos. Onde o São Paulo e Botafogo foram vencidos, por Atlético-PR e Botafogo, respectivamente. O único placar que não ajudou foi do Fluminense diante do Grêmio. Com 54 pontos, o time de Dorival Júnior precisa torcer contra o Flamengo, que pega o Figueirense, para seguir bem próximo do pelotão de frente.
Com um esquema tático diferente das últimas partidas, contando com dois atacantes, o Internacional foi para cima do Bahia. A vantagem no placar demorou apenas oito minutos para chegar. Gilberto aproveitou rebote de Marcelo Lomba, após grande chute de D’Alessandro, e mandou de peito para o fundo da rede.
O primeiro gol dele com a camisa do colorado quebra a ‘seca’ dos atacantes. Foram 56 dias, ou dez jogos, sem nenhuma bola na rede saindo dos pés de alguém do ataque. Só que contra os baianos rendeu um relaxamento. Que deu brecha para pressão visitante.
A sorte de Dorival Júnior e seu time é que o Bahia não concatenou muito bem as ideias e desperdiçou o espaço recebido e as chances criadas. A melhor delas foi aos 20 minutos, com Júnior. O atacante ficou livre na grande área e chutou em cima de Muriel.
Entre as investidas infrutíferas do Bahia, e o toque de bola do Inter, a arbitragem roubou a cena. Primeiro aos 26 minutos, quando Damião mandou de cabeça e só não fez por um desvio em Fabinho. O centroavante protestou pênalti, mas foi sumariamente ignorado por Paulo César Oliveira.
Mais além, do outro lado do campo, o árbitro se equivocou de novo. Nem mesmo a dura entrada de Bolívar em Dodô o convenceu a marcar uma penalidade. O lateral-esquerdo caiu no chão e não pôde seguir na partida. Na cobrança do lance perigoso, Júnior furou em bola.
O terceiro lance polêmico surgiu quase em cima do apito para o intervalo. Depois de escanteio da esquerda, Diego Jussani subiu e tocou com a mão na bola. A revolta tomou conta do colorado, com destaque para D’Alessandro, Damião e Bolívar. Dorival Júnior invadiu o campo assim que a etapa foi encerrada, mas acabou contido pelos auxiliares e saiu.
Na volta do intervalo, o Inter seguiu dando espaços. Mas sustentando a pressão com lances baseados em D’Alessandro e Kleber. Aos sete, Tinga sentiu o tornozelo e deu lugar a Sandro Silva. No Bahia, escassez de ataques. E com isso, Carlos Alberto, de passagem apagada pelo Grêmio, foi para campo.
Os gaúchos mantinham a bola no pé, no ataque, mas sem criar nenhuma chance clara para liquidar o confronto. No time de Joel Santana, Lulinha apostava corrida contra os marcadores, mas não levava a melhor. A melhor oportunidade da etapa final só veio aos 40 minutos. Em cobrança de falta frontal, D'Alessandro quase fez. A batida do camisa dez acertou o pé da trave esquerda e não entrou.