Quando era menino, o índio caripuna Eliseu Batista, 34, brincava de arco e flecha. Durante os Jogos Indígenas do Amapá, a brincadeira virou esporte e até rendeu troféu.
Na semana passada, mais de 300 atletas indígenas participaram de provas como subida no açaizeiro, cabo de guerra e pintura corporal. Mas, entre tantas provas curiosas, a que mais agitou a torcida foi o futebol.
Na aldeia do Manga, a corrida com tora empolgou a plateia na arquibancada, que gritava "'Bora', parente!". Os "parentes" eram índios de povos como gabilis, caripunas e tiriós.
Lá, estava o cacique Piriri, do povo waiãpi. Depois de percorrer 48 horas de ônibus, ficou meio decepcionado por não levar medalha para casa. "Mas é importante estar aqui e ver como vivem outros povos", diz.
A jornalista Gabriela Romeu e a fotógrafa Letícia Moreira viajaram com apoio dos Jogos Indígenas do Amapá.
A jornalista Gabriela Romeu e a fotógrafa Letícia Moreira viajaram com apoio dos Jogos Indígenas do Amapá