Em meio a rumores de transferência para outros clubes do futebol brasileiro como Cruzeiro e Palmeiras, o volante e lateral direito do São Paulo, Jean, está de férias em Campo Grande, onde descansará ao lado da família até o próximo dia 4 de janeiro, data de sua representação no Tricolor. O objetivo do jogador é recuperar-se de um ano desgastante, de muita pressão, como ele mesmo definiu.
Sobre a possibilidade de tornar-se uma das moedas de troca do São Paulo nas negociações com outros clubes brasileiros para formar o elenco de 2012, o jogador campo-grandense foi enfático ao dizer que não se envolve nas conversas da diretoria do Tricolor com outras equipes. “Não dá para saber o que vai acontecer”, disse. Em março deste ano, o clube paulista renovou o contrato de Jean até 2016.
Jean poderia ir para o Cruzeiro em uma negociação envolvendo o volante Fabrício, que atuou pela equipe mineira no Campeonato Brasileiro deste ano. No fim do mês passado, foi cogitada uma transferência de Jean para o Palmeiras, em troca do meio-campista Tinga.
Ano complicado
Sobre a temporada de 2011, na qual atuou sob o comando de três treinadores diferentes (Paulo Cesar Carpegiani, Adilson Batista e Emerson Leão), sem contar o técnico interino Milton Cruz, o jogador fez a sua avaliação. “Foi um pouco complicado, foi bom no começo, mas depois se complicou”, afirmou. Segundo Jean, o Tricolor deve se recuperar em 2012. “O São Paulo sempre brigou para se manter lá em cima, e no ano que vem a situação se normalizará”, comentou.
Ao longo da temporada, Jean perdeu lugar no time titular do São Paulo, sobretudo no período em que Adilson Batista esteve no comando da equipe. Com Carpegiani, atuou como lateral direito, e com Leão, ganhou a chance de começar os últimos jogos do Brasileirão na posição de volante. “Todo treinador tem um pensamento, uma forma de trabalhar, e isso é normal no futebol”, comentou Jean. Sobre Emerson Leão, o campo-grandense rasgou elogios. “Nunca havia trabalhado com o Leão. Já admirava ele bastante. Graças a Deus ele me deu oportunidade”, concluiu.