Apenas uma nota no site. Assim deve ser anunciada a saída de Ricardo Teixeira do comando da CBF nesta quinta-feira. Avesso a entrevistas, o dirigente está de malas prontas para Miami, nos Estados Unidos, onde tentaria se isolar nos próximos meses.
As recentes denúncias de corrupção e escândalos teriam chegado aos ouvidos da filha mais nova de Teixeira na escola e o teria levado a tomar a decisão. Fontes da família consultadas pelo Terra confirmaram que a mulher e a filha do presidente da CBF, e também do Comitê Organizador da Copa do Mundo, já estão morando nos Estados Unidos há pelo menos duas semanas.
Oficialmente, a mulher de Teixeira teria viajado fazer um curso, mas sem previsão de retorno. A fonte evitou qualquer tipo de comentário sobre a provável renúncia.
Nos bastidores, dirigentes ligados a Teixeira ainda tentam convencê-lo a permanecer no comando das duas entidades. O certo é que com Ronaldo no conselho do COL, Teixeira pode até manter-se no cargo, à distância, e deixar que o ex-jogador faça suas funções no Brasil. Entre elas estaria tentar um encontro com a presidente Dilma Rousseff, que desde que assumiu o cargo jamais recebeu o dirigente no Palácio do Planalto.
Dilma e Teixeira estiveram juntos apenas no sorteio das Eliminatórias da Copa, em junho do ano passado, no Rio. Na ocasião, a presidente esteve o tempo todo ao lado de Pelé.
Ricardo Teixeira também é pressionado por um antigo aliado: o presidente da Fifa, Joseph Blatter. Desde dezembro, o suíço ameaça revelar à imprensa os documentos da investigação da justiça suíça sobre a falência da empresa de marketing ISL. O processso envolveria o próprio Blatter e também o presidente de honra da Fifa, João Havelange.
Ex-presidente da Fifa, Havelange teve que renunciar ao seu cargo no Comitê Olímpico Internacional, no fim do ano passado, para evitar ser investigado por ter recebido suborno da entidade.