O debate para a adoção das eleições diretas tomou outro rumo no Palmeiras. Diante da resistência em relação ao projeto elaborado por uma ala da oposição, a própria diretoria alviverde propôs a discussão para promover uma reforma política no clube.
O diretor jurídico palmeirense Piraci Oliveira formou um grupo de advogados ilustres do Conselho Deliberativo para estudar a possibilidade de mudanças no estatuto do clube. Ele explicou que oito juristas, que integram diferentes setores políticos do Palmeiras - a única ala que não quis indicar representante foi a Fanfulla
"A mudança (nos votos) é inexorável, está na esquina, mas temos de ser preparados para a melhor proposta possível. A ideia que foi colocada antes é muito ruim, arcaica, e tinha como único objetivo mudar a forma de eleição a presidente. Não estou criticando, foi uma ideia importante, mas precisamos estudar os outros reflexos, como formação da chapa, quem pode votar, qual o momento da posse...", afirmou o dirigente.
Cada advogado incluído no grupo vai colocar sua própria ideia no debate e também apresentar a posição de seus aliados políticos. Piraci, inclusive, já levanta uma bandeira própria, que deverá ser debatida nas próximas reuniões.
"Pesquisas informais dão conta de que 45% a 55% dos associados do clube não são palmeirenses. Eu tenho como bandeira que só palmeirense autêntico pode votar. Acho que pode ser sócio (torcedor de outro clube), mas não votar. Isso é para que corintiano e são-paulino não vote para presidente do Palmeiras", explicou.
O dirigente defende que seja feito um recadastramento de todos os sócios, pedindo que cada um coloque em sua ficha para qual time torce. Possíveis mentiras seriam denunciadas pelos próprios associados. Piraci, porém, adverte que esta é apenas uma sugestão sua, assim como há outras no grupo.
"Há quem estenda que o voto deve ser estendido ao sócio-torcedor", ponderou o dirigente, que não estipula um prazo para o fim do processo de reforma. A mudança do estatuto seria então levada ao Conselho e, em seguida, precisaria passar por uma assembleia geral.