Presidência, diretoria e técnico não falam a mesma língua no Palmeiras. Depois de Luiz Felipe Scolari declarar na noite do último domingo que já conversou com a diretoria do clube sobre a sua intenção de não permanecer no cargo após o fim do contrato, em dezembro deste ano, os dirigentes negaram a versão do treinador.
“Comigo não teve conversa nenhuma. Nem com o [vice-presidente Roberto] Frizzo. Deve ter falado com ele mesmo. Só se ele ainda vai falar. Mas o futuro a Deus pertence. Eu não sou astrólogo e nem vidente. Eu acho que se o Palmeiras for campeão esse ano, e a torcida gritar "fica", ele fica. Ele gosta de São Paulo, do Palmeiras e está ambientado”, afirmou o presidente Arnaldo Tirone.
Frizzo confirma a versão de Tirone. “Nós nunca tivemos essa conversa de que será melhor isso ou aquilo, nem sobre permanência ou retirada do treinador. Faltam sete meses para o contrato dele acabar e não sei se estaremos vivos até lá. Em sete meses uma criança nasce. Estou preocupado com a Copa do Brasil”, afirmou.
Nesta quarta-feira, o Palmeiras recebe o Atlético-PR na Arena Barueri, pelas de final de final da competição nacional. Como no primeiro jogo empatou em 2 a 2 em Curitiba (PR), pode se classificar até com uma igualdade por 1 a 1.
A permanência no torneio é a chance de Scolari amenizar o histórico de fracassos que acumula desde que retornou ao Palestra Itália, em 2010. Desde então, o máximo que conseguiu foi uma semifinal de Paulista e outra de Sul-Americana. No Brasileiro, não foi além da décima colocação.
Arnaldo Tirone sofre forte pressão para demitir Felipão, mas aposta as fichas na Copa do Brasil, já que são apenas mais cinco jogos até a taça. César Sampaio, gerente de futebol do clube, foi localizado, mas estava em uma reunião e não pôde atender a reportagem.