Projeto. Essa é a palavra-chave que estreitou os laços entre Botafogo e Seedorf para um possível acerto. Após nova reunião entre os representantes das partes, a proposta alvinegra foi elogiada, justamente por contemplar interesses do jogador que vão além do campo e bola. Como, por exemplo, a possibilidade de negócios no mercado brasileiro, em evidência devido à Copa do Mundo, e o desenvolvimento de ações sociais.
“Seedorf já atingiu tudo o que poderia como jogador. Ele envolve muito mais do que a sua excelência dentro de campo, está em busca de um projeto. Ele quer estar num mercado em que possa implementar isso”, disse a agente do jogador, Deborah Martin, em um hotel da zona sul do Rio onde esteve hospedada nesta semana.
Também presidente da DM Milan Group, empresa especialista na gestão de marcas (e que cuida da carreira do holandês), Deborah deve deixar o Brasil nesta sexta-feira, com a proposta na mala. A expectativa é que a resposta saia até o fim da próxima semana.
“O projeto do Seedorf se encaixa perfeitamente com o nosso. Foram dois dias de conversas e tudo foi concentrado em aspectos comerciais, valores e tempo de contrato. Sobre isso, as dificuldades estão superadas. Fizemos o possível dentro dos nossos limites. Se perdermos vamos ficar decepcionados, mas tranquilos porque fizemos o possível”, disse Sergio Landau, diretor executivo do Botafogo.
O ponto considerado mais atraente por Deborah é a organização do clube, dirigido “como um negócio profissional”. Além disso, num cenário mais amplo, há a possibilidade de negócio no Brasil por conta da próxima Copa do Mundo.
A intenção de Seedorf e da DM Milan Group é ajudar as empresas locais a aproveitarem a oportunidade e divulgarem suas marcas. Fora o estabelecimento de uma nova sede do “On Champions”, projeto voltado para o desenvolvimento da juventude e importante para Seedorf.