O nome de Dorival Júnior não chega a ser consenso entre os dirigentes do Flamengo. Porém, a multa rescisória caso o clube queira se desfazer do trabalho do treinador supera a casa de R$ 2 milhões, e os dirigentes não cogitam a hipótese de um pagamento. Até hoje, o clube rubro-negro vem quitando, de maneira parcelada, as multas dos contratos de Vanderlei Luxemburgo e Joel Santana. Dessa maneira, o presidente Eduardo Bandeira de Mello já orientou o departamento de futebol a não rescindir o contrato com Dorival.
Apesar disso, Paulo Pelaipe, diretor executivo do Flamengo, não considera Dorival Júnior o nome ideal e já trabalha na saída. O vice-presidente de futebol Wallim Vasconcellos não tem opinião formada sobre o assunto, embora considere o técnico um profissional sério. Porém, vai respeitar a decisão de Pelaipe, embora este não tenha carta branca para a rescisão com pagamento de multa.
Como dificilmente Dorival vai aceitar sair abrindo mão da multa, a estratégia de Pelaipe para minar a permanência do treinador é impor a reformulação que pretende aplicar no departamento de futebol. Apesar de as mudanças não terem como objetivo derrubar o treinador, seria um caminho natural.
Um exemplo será a demissão do preparador físico Celso de Rezende, homem de confiança do treinador. O dirigente considera o salário dele alto para o clube e, além disso, deseja montar uma comissão técnica permanente, com o treinador podendo escolher apenas dois auxiliares. O mesmo caminho deverá ser tomado na preparação de goleiros.
Dorival Júnior, que está passando férias nos Estados Unidos e só retorna no fim de semana, teria direito a permanecer apenas com os auxiliares Ivan Izzo e Lucas Silvestre, seu filho.