Segundo publica na noite desta quarta-feira o jornal espanhol El País, a Fifa bloqueou a chegada de seis jogadores às divisões inferiores do Barcelona, todos com menos de 18 anos de idade. Trata-se de uma resposta a duas denúncias anônimas que teriam sido feitas pelas federações dos países envolvidos.
O veto afeta os seguintes jogadores: os coreanos Lee Seung Woo, Paik Seung-Ho e Jang Gyeolhee (que defenderiam o time cadete B do Barcelona); o francês Chendri (cadete A), o camaronês Patrice Sousia (infantil A) e o holandês de origem nigeriana Adekanye (infantil A).
O Barcelona argumenta que a intenção é encontrar uma solução que beneficie “principalmente os garotos”. O clube defende que a ideia da contratação, pelo menos no caso dos três jogadores coreanos, partiu da própria federação de origem, que incentivou o acordo para que os jovens crescessem em La Masia de Can Planes, centro de treinamento das categorias de base da entidade, localizado próximo ao Estádio Camp Nou.
O clube admite não cumprir com outras exigências da entidade: que os pais se mudem junto aos atletas, por razões oficialmente não relacionadas com o futebol, e tenham domicílio no país-sede do clube; que a transferência ocorra dentro do território da União Europeia ou do Espaço Econômico Europeu se o jogador tiver entre 16 e 18 anos e, em último caso, que o jogador viva em sua casa natal a uma distância menor do que 50 km da fronteira nacional.
A regra da Fifa foi feita para contentar especialmente as federações de Argentina e Brasil e para evitar abusos que se produziam com jovens jogadores africanos.