Após um primeiro turno com uma média de público de 737,66 pessoas por jogo, a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul resolveu se movimentar e buscar uma solução para resolver um problema antigo: levar torcida ao estádio.
A proposta, segundo o vice-presidente da entidade Marco Antonio Tavares, é em primeiro momento resolver o problema da Capital, comprando dos clubes de 10 a 12 mil ingressos para as arquibancadas descobertas do Estádio Morenão.
“Discutimos isso em reunião na terça-feira e alguns clubes já viram com bons olhos a ideia. A proposta é comprar esses ingressos e fazer uma parceria para distribuição em uma rede de supermercados, nas escolinhas de futebol e também nessas quadras de esporte que têm o público que gosta de futebol”, comentou o dirigente.
Em relação ao interior, o dirigente acredita que não tem necessidade de realizar esse tipo de campanha. “Nas cidades do interior o futebol é uma das únicas opções de lazer, por isso as pessoas vão ao estádio e não tem motivo para fazer esse tipo de parceria”, destacou Tavares.
Capital
Os clubes da Capital tiveram no primeiro turno um público pouco maior que a média (Comercial 864, Cene 826 e Novoperário 756), pouco para os mais de 30 mil lugares disponíveis no Morenão.
“Ainda não fomos procurados pela Federação, mas espero que saia do papel o projeto, pois é importante para os clubes jogarem com estádio cheio. Se não temos jogadores como atrativos, precisamos criar situações para trazer o torcedor novamente”, disse o diretor de futebol do Comercial, Amarildo de Carvalho.
Já o Cene, apesar do público baixo, acredita que sua torcida está crescendo. “Nosso clube é novo, pouco mais de dez anos, e estamos evoluindo. Claro que enquanto estivermos na quarta divisão do futebol nacional dificilmente teremos uma torcida maior, porém é nossa meta subir e superar os tradicionais Comercial e Operário em número de torcedores”, destacou o presidente do Furacão Amarelo, José Rodrigues.